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Energia eólica domina em pesquisa energética

Postado por: admin | Eletricidade | segunda-feira 3 dezembro 2012 15:47

Rio de Janeiro – Em franca expansão no país, a energia eólica (a partir dos ventos) continua monopolizando os leilões de energia que estão sendo realizados pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

Segundo dados empresa, dos 525 habilitados a participar do Leilão de Energia Nova A-5 de 2012, que será feito no próximo dia 14 de dezembro, 484 são empreendimentos que preveem a geração de energia elétrica a partir dos ventos.

O Leilão A-5 objetiva suprir a demanda projetada das empresas distribuidoras para o ano de 2017. Os 525 projetos com habilitação técnica para participar da licitação envolvem a geração de 14.181 megawatts (MW) .

Segundo a EPE, a fonte eólica apresenta o maior número de usinas habilitadas para licitação, com 484 empreendimento e sítios de geração por meio dos ventos, com capacidade total de 11.879 MW. Entre os empreendimentos habilitados tecnicamente estão ainda usinas hidrelétricas, pequenas centrais hidrelétricas (até 30 MW) e termelétricas movidas a gás natural e à biomassa.

As térmicas a gás são, segundo a EPE, plantas já existentes que estão em processo de fechamento de ciclo. Na visão do presidente da empresa, Mauricio Tolmasquim, o resultado da habilitação técnica demonstra a garantia da expansão da geração no setor elétrico brasileiro, mesmo para os que receavam que a Medida Provisória 579 pudesse frear o interesse dos investidores. “Esses leilões são muito seguros para o investidor, que vê como principais atrativos os contratos de longo prazo e a facilidade de acesso a financiamento”, diz.

A segunda fonte em empreendimentos habilitados é a hidrelétrica, com sete projetos e capacidade de geração de 988 MW; seguida da energia gerada a partir da biomassa (bagaço da cana-de-açúcar), com 583 MW; térmicas a gás natural, com 368 MW de geração; e as pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), com 363 MW.

Fonte: info

Para o governo, momento é da energia eólica

Postado por: admin | Eletricidade | quarta-feira 7 novembro 2012 15:29

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Mauricio Tolmasquim, diz que a abundância de fontes renováveis no Brasil é uma grande vantagem e que, por isso, o País tem condição de usar as mais baratas primeiro. “Agora é o momento da eólica. Amanhã vai ser o da solar. O preço vai cair e ela vai entrar, não tenho dúvida, mas vamos fazer no momento certo”, afirma. “É só uma questão de tempo.” Tolmasquim lembra que o preço dos painéis fotovoltaicos caiu mais de 50% desde 2006 e diz que hoje ainda não há como apostar nessa alternativa. Ele admite, no entanto, a possibilidade de rever o plano decenal se houver “queda mais expressiva” nos próximos 5 anos. “Hoje ela é quatro vezes mais cara que a eólica. Vamos esperar ficar mais competitiva. O Brasil tem essa possibilidade, que outros países não têm, de ter outras alternativas.”

O presidente da EPE rebate os críticos que classificam a política energética de conservadora afirmando que a eólica se desenvolveu graças a medidas do governo. “Tudo foi feito a seu tempo.” O Brasil está em 20.º no mundo em capacidade instalada e vai atingir a 10.ª posição no ano que vem, diz ele. O objetivo é ampliar a capacidade de geração eólica no País em 12 mil MW até 2021, o que representaria um pulo de 1% para 9% da matriz.

Segundo a Agência Internacional de Energia, a capacidade instalada de geração solar mundial em 2010 era de quase 35 mil MW. Naquele ano, cerca de 90% da capacidade instalada em geração solar fotovoltaica se concentrava em apenas cinco países: Alemanha (50%), Itália (11%), Japão (10%), Espanha (10%) e Estados Unidos (7%). Dez anos antes, somente três países (EUA, Japão e Alemanha) tinham participação individual relevante na instalação desses sistemas. Em 2011, o mundo acrescentou 30 GW de potência solar instalada, atingindo quase 70 GW.

Segundo o engenheiro Tasso Azevedo, projeções indicam que a capacidade instalada de geração solar no mundo em 2016 deve ficar entre 207 e 342 GW. O estudo da EPE mostra que a Região Nordeste apresenta os maiores valores de irradiação solar global. / F.W.

Fonte: Estadão



Nordeste aumenta investimentos em energia eólica

Postado por: admin | Eletricidade | segunda-feira 15 outubro 2012 15:36

Os números envolvendo investimentos em projetos eólicos no Nordeste impressionam. Segundo cálculos da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), a região respondeu por quase 80% dos projetos contratados do leilão de fontes alternativas de energia elétrica, realizado no fim de agosto. E a expectativa também é alta para o próximo leilão, marcado para outubro, que deve trazer para o Nordeste investimentos na casa dos R$ 11 bilhões – somando os projetos contratados no ano passado, o valor passa dos R$ 20 bilhões.

“A natureza foi generosa com o Nordeste, agora é preciso que todos – setor público e privado – façam a lição de casa e aumentem ainda mais os investimentos em logística”, diz Elbia Melo, presidente executiva da Abeeólica. Segundo Elbia, a região tem que aproveitar a força e a características dos ventos (”são os melhores do mundo para a geração desse tipo de energia”), a infraestrutura (atualmente são 43 parques – dos 57 parques do Brasil -, número que chegará a 215 usinas até 2014), e a invejável capacidade produtiva (833,8 MW) para atrair ainda mais investimentos e aumentar a competitividade.

“Os empresários brasileiros estão buscando tecnologia para a fabricação de aerogeradores de pequeno porte, com qualidade e custos competitivos”, diz Elbia. Aliás, o mercado de equipamentos desse setor também tem se mostrado promissor. A Abeeólica calcula que este segmento movimente R$ 25 bilhões nos próximos cinco anos. Atualmente, o Brasil possui 11 fabricantes de equipamentos eólicos com uma capacidade de produção de cerca de 3,4 GW por ano – parte desse montante é exportada. “Podemos, com investimentos, aumentar significativamente o número de empresas fabricantes”, afirma Elbia.

Apesar de os estados do Ceará, Bahia e Rio Grande do Norte concentraram o maior número de parques e usinas, boa parte dos investimentos tem sido direcionados para Pernambuco, onde o governo planeja construir um parque eólico no Complexo Portuário de Suape, localizado a 60 quilômetros do Recife. A região já abriga uma fábrica de aerogeradores e de torres eólicas, mas em breve deve receber novas empresas do setor. O grupo argentino Impsa, por exemplo, anunciou investimento de R$ 145 milhões para construir uma unidade com capacidade para produzir cerca de 300 equipamentos por ano. Já a sul-coreana Win&P, fabricante de torres, também anunciará em breve investimentos em Pernambuco.

Fonte: Invertia



Energia eólica à espera de linhas no sertão baiano

Postado por: admin | Eletricidade | segunda-feira 1 outubro 2012 17:02

Equipamentos só vão iniciar geração em julho de 2013

RENÉE PEREIRA / TEXTO, HÉLVIO ROMERO / FOTOS, CAETITÉ, GUANAMBI (BA) – O Estado de S.Paulo

O cenário daquela manhã de 9 de julho era perfeito para a inauguração do maior complexo eólico da América Latina, na região de Caetité, no sudoeste da Bahia. O céu estava límpido, o sol a pino e ventava como nunca. Em tendas brancas, construídas no pé dos cataventos gigantes, cerca de 400 personalidades do meio político, técnicos do setor elétrico e moradores da região se acomodavam para testemunhar a nova realidade da caatinga. Mas a festa não foi completa. Nenhum aerogerador pode ser acionado. Desde então, eles estão lá, fincados na terra seca e vermelha do sertão sem poder gerar um único megawatt. Viraram enfeites.

O vento continua a soprar forte. Só esqueceram de construir o sistema de transmissão para escoar a energia gerada. Neste complexo, 184 aerogeradores, divididos em 14 parques eólicos, estão parados há dois meses por falta de conexão. E devem continuar assim, pelo menos até julho do ano que vem. No lugar onde deveria existir uma subestação para conectar a usina ao sistema nacional, há apenas mato e cupinzeiros. Pior: não há nenhuma indicação de que as obras serão iniciadas em breve.

Enquanto isso, quase 300 megawatts (MW) – suficientes para abastecer uma cidade do tamanho de Brasília – estão sendo desperdiçados por falta de planejamento. Construído pela Renova Energia, empresa com participação da Light e da Cemig, o complexo Alto Sertão 1 custou R$ 1,2 bilhão e demorou 17 meses para ser concluído.

Embora a Renova tenha cumprido o prazo para entrega do complexo eólico, a estatal Chesf, do Grupo Eletrobrás, não honrou o compromisso para a construção do sistema de transmissão. Procurada, a empresa não respondeu ao pedido de entrevista. Mas, nos bastidores, executivos afirmam que ela costuma jogar a culpa do atraso na demora – de seis meses – do governo para realizar o leilão de transmissão. Também reclama do licenciamento ambiental, apesar de ter entrado com o pedido poucos meses antes de os parques serem entregues.

O diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino, diz que não é possível aceitar essa explicação. “Não é um atraso de um dia. São meses. Quando o leilão foi realizado, o edital mostrava todas as condições. Se a empresa considerava o prazo curto, não deveria ter dado o lance.” Rufino diz ainda que o processo de licenciamento ambiental é uma obrigação, uma responsabilidade do empreendedor.

Sem a obra, os parques mais parecem esqueletos no meio do sertão. Cada aerogerador pesa 243,7 toneladas. A torre, que suporta o gerador e as três pás, mede 80 metros de altura e é sustentada por uma base de concreto de quase 3 metros de profundidade.

O coordenador de Implantação em Campo da Renova, em Caetité, Roberto Lopes, conta que o mais complicado na construção foi a logística. Todos os equipamentos usados na montagem dos 14 parques eólicos foram fabricados fora da região. As pás, por exemplo, saíam do interior de São Paulo de caminhão até o Porto de Santos, onde eram embarcadas em navios. Chegando em Ilhéus, mais uma vez a carga era transferida para caminhões até chegar à região.

Outra dificuldade foi abrir caminho até os locais onde seriam instalados os aerogeradores. Apesar de o equipamento girar 360 graus para captar todo o potencial do vento, independentemente da direção que vier, o local para instalação de cada torre é milimetricamente calculado. No caso da Renova, elas foram montadas no topo de morros, que ficam a mais de 860 metros acima do nível do mar. Para chegar até lá, tiveram de abrir 68 quilômetros de estradas.

Muitos dos acessos serão aproveitados nos próximos parques da empresa no sertão baiano. No total, são mais 230 aerogeradores, e 100 deles começam a ser construídos dentro de dois meses. A esperança é que, dessa vez, as unidades entrem em operação ao mesmo tempo que as subestações. Assim, a empresa poderá fazer a festa completa no dia da inauguração.

Fonte: Estadão