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Redução na conta de luz vai custar R$ 8,4 bi ao Tesouro

Postado por: admin | Eletricidade | segunda-feira 4 fevereiro 2013 10:05

Inicialmente, subsídio seria de R$ 3,3 bi. O governo, porém, não informa como o Tesouro vai custear o aumento, resultado da elevação do desconto para 18%

O Tesouro Nacional irá desembolsar – com o dinheiro dos contribuintes brasileiros – 8,46 bilhões de reais para custear a redução das tarifas de energia elétrica no Brasil. O valor foi informado nesta quinta-feira pelo diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Julião Coelho, durante leitura de relatório sobre a quota anual da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) para 2013.

Originalmente, o plano do Tesouro era aportar 3,3 bilhões de reais por ano para compensar a redução de encargos do setor elétrico, mas com a não adesão de importantes companhias ao programa de renovação das concessões, o governo precisou abrir mais os cofres para bancar o desconto que a presidente Dilma Rousseff decidiu, conforme anúncio nesta quarta-feira, tornar maior do que o originalmente previsto.

Na noite de quarta-feira, Dilma, em pronunciamento na TV, anunciou uma queda maior no valor da conta de luz: de até 18% para consumidores residenciais e de até 32% para a indústria, comércio e agricultura. A presidente, porém, não falou como o Tesouro vai custear esse aumento. O desconto anteriormente anunciado era de 16,2% na conta doméstica e de até 28% para a indústria. Nesta quinta-feira, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou a revisão tarifária extraordinária de todas as distribuidoras de energia elétrica. (mais…)

Carga de energia elétrica subiu 6,3% em dezembro, diz ONS

Postado por: admin | Eletricidade | segunda-feira 28 janeiro 2013 9:15

No acumulado de 2012, a alta no consumo foi de 4,2% em relação ao ano anterior. Temperaturas altas motivaram o aumento


A carga de energia no sistema elétrico nacional subiu 6,3% em dezembro de 2012, na comparação anual, para 62.801 megawatts (MW) médios. A carga de energia é a soma do consumo do período e das perdas do sistema elétrico. O aumento foi motivado por temperaturas acima das esperadas para essa época do ano, informou o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) no Boletim de Carga Mensal, disponível em seu website.

No acumulado de 2012, a alta no consumo foi de 4,2% em relação ao ano anterior. O ONS explicou que um dos fatores que estimulou a alta foi o avanço das temperaturas, que ficaram mais altas que o padrão. “Houve desconforto térmico extremamente elevado nos subsistemas Sudeste/Centro-Oeste e Sul”, informou a nota.

O ONS ressaltou ainda a importância da “incorporação de novos aparelhos de refrigeração e ventilação para uso residencial e comercial, como resultado da melhoria de renda e da política de desoneração fiscal, tem feito com que a carga fique ainda mais sensível às oscilações de temperatura e sensação térmica”, segundo o ONS.

A carga no Sudeste/Centro-Oeste subiu 7% ante dezembro de 2011. No Sul, o aumento foi de 6,4% e no Nordeste a alta foi de 7,9% em dezembro. Já o Norte registrou queda de 3,4% no consumo no período, diante principalmente da redução da carga de energia de dois grandes consumidores industriais, dos setores de alumínio e níquel. Além disso, no início de dezembro a ocorrência de chuvas no interior do Pará levou à redução da carga de refrigeração na região.

Reservatórios – Segundo o ONS, os reservatórios das usinas das regiões Sudeste e Centro-Oeste continuam o movimento de recuperação verificado na semana passada e acumulam variação positiva de 4,5 pontos porcentuais em janeiro. De acordo com informações do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), os reservatórios nestas duas regiões estavam no domingo com 33,3% da capacidade total – 0,5 ponto porcentual acima dos 32,8% do dia anterior e 4,5 pontos porcentuais superior aos 28,8% de 31 de dezembro de 2012.

A melhora do volume de água armazenado por essas hidrelétricas é uma boa notícia para o setor elétrico brasileiro, já que as usinas do Sudeste e Centro-Oeste concentram aproximadamente 70% da capacidade de armazenamento do país.

Apesar dos sinais claros de melhora, a situação ainda requer cuidados por parte do governo federal. Isso porque o nível dos reservatórios no subsistema Sudeste/Centro-Oeste ainda está apenas 9,8% acima da curva de aversão ao risco (CAR), que é o patamar mínimo de armazenamento para o atendimento da demanda do mercado com segurança. Além disso, em função do nível de chuvas verificado nas últimas semanas, o ONS reviu para baixo a sua expectativa para os reservatórios das duas regiões ao final deste mês. Hoje, a previsão é de que o volume de água armazenado fique em 36,9% da capacidade na última semana de janeiro, ante a estimativa anterior de 39,1%.

No Nordeste, os reservatórios ainda encontram-se muito abaixo do esperado para esta época do ano. De acordo com o ONS, o nível de armazenamento está, hoje, em 29,8% do total  - 0,1 ponto porcentual acima dos 29,9% do dia anterior e 2,4 pontos porcentuais abaixo dos 32,2% apurados em 31 de dezembro. No Sul, os reservatórios estavam ontem em 48,9% da capacidade total, 0,5 ponto porcentual acima do patamar de 19 de janeiro e 12,4 pontos porcentuais superior aos 36,5% apurados em 31 de dezembro do ano passado.

Diante desse cenário, o ONS continuará despachando as termelétricas para garantir o abastecimento de energia ao sistema e ajudar a recuperação do nível dos reservatórios. Até o dia 25 de janeiro, a previsão do operador é de uma geração térmica em torno de 13,8 mil MW médios, dos quais 3,6 mil MW médios fora da ordem de mérito (do menor custo de geração para o maior). Esse volume é ligeiramente inferior ao montante programado para a semana passada, que foi de 14,1 mil MW médios, sendo 3,7 mil MW fora da ordem de mérito – vale lembrar que a térmica a gás natural AES Uruguaiana (RS) ainda não retomou a sua operação comercial.

A carga no Sudeste/Centro-Oeste subiu 7% ante dezembro de 2011. No Sul, o aumento foi de 6,4% e no Nordeste a alta foi de 7,9% em dezembro. Já o Norte registrou queda de 3,4% no consumo no período, diante principalmente da redução da carga de energia de dois grandes consumidores industriais, dos setores de alumínio e níquel. Além disso, no início de dezembro a ocorrência de chuvas no interior do Pará levou à redução da carga de refrigeração na região.
Reservatórios – Segundo o ONS, os reservatórios das usinas das regiões Sudeste e Centro-Oeste continuam o movimento de recuperação verificado na semana passada e acumulam variação positiva de 4,5 pontos porcentuais em janeiro. De acordo com informações do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), os reservatórios nestas duas regiões estavam no domingo com 33,3% da capacidade total – 0,5 ponto porcentual acima dos 32,8% do dia anterior e 4,5 pontos porcentuais superior aos 28,8% de 31 de dezembro de 2012.
A melhora do volume de água armazenado por essas hidrelétricas é uma boa notícia para o setor elétrico brasileiro, já que as usinas do Sudeste e Centro-Oeste concentram aproximadamente 70% da capacidade de armazenamento do país.
Apesar dos sinais claros de melhora, a situação ainda requer cuidados por parte do governo federal. Isso porque o nível dos reservatórios no subsistema Sudeste/Centro-Oeste ainda está apenas 9,8% acima da curva de aversão ao risco (CAR), que é o patamar mínimo de armazenamento para o atendimento da demanda do mercado com segurança. Além disso, em função do nível de chuvas verificado nas últimas semanas, o ONS reviu para baixo a sua expectativa para os reservatórios das duas regiões ao final deste mês. Hoje, a previsão é de que o volume de água armazenado fique em 36,9% da capacidade na última semana de janeiro, ante a estimativa anterior de 39,1%.
No Nordeste, os reservatórios ainda encontram-se muito abaixo do esperado para esta época do ano. De acordo com o ONS, o nível de armazenamento está, hoje, em 29,8% do total  - 0,1 ponto porcentual acima dos 29,9% do dia anterior e 2,4 pontos porcentuais abaixo dos 32,2% apurados em 31 de dezembro. No Sul, os reservatórios estavam ontem em 48,9% da capacidade total, 0,5 ponto porcentual acima do patamar de 19 de janeiro e 12,4 pontos porcentuais superior aos 36,5% apurados em 31 de dezembro do ano passado.
Diante desse cenário, o ONS continuará despachando as termelétricas para garantir o abastecimento de energia ao sistema e ajudar a recuperação do nível dos reservatórios. Até o dia 25 de janeiro, a previsão do operador é de uma geração térmica em torno de 13,8 mil MW médios, dos quais 3,6 mil MW médios fora da ordem de mérito (do menor custo de geração para o maior). Esse volume é ligeiramente inferior ao montante programado para a semana passada, que foi de 14,1 mil MW médios, sendo 3,7 mil MW fora da ordem de mérito – vale lembrar que a térmica a gás natural AES Uruguaiana (RS) ainda não retomou a sua operação comercial.

Fonte: Veja



Governo poderá poupar R$ 300 milhões com a conta de luz

Postado por: admin | Eletricidade | sexta-feira 4 janeiro 2013 13:33

Segundo o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, cálculo mostra a economia que será feita somente pela administração direta do governo federal

Palácio do Planalto no amanhecer em Brasília, no dia das eleições em todo o país

O governo federal calcula que vai economizar 300 milhões de reais por ano com a redução da conta de luz que entra em vigor este ano. Segundo o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, essa é a economia que será feita somente pela administração direta do governo federal.

A redução de gastos, disse o secretário, será muito maior levando em consideração a economia que será feita por estados, municípios e empresas estatais, principalmente as companhias de fornecimento de água. “O Tesouro Nacional não vai ter prejuízo”, garantiu. O governo vai usar o dinheiro que recebe anualmente de Itaipu para garantir a redução de 16,7%, em média, da conta de luz no ano. Isso terá de ser feito por conta da desistência de três companhias (Cesp, de São Paulo; Cemig, de Minas Gerais; e Copel, do Paraná), que não aceitaram renovar as concessões dentro das regras fixadas pelo Palácio do Planalto.

Mas Augustin ponderou que, por outro lado, gastará menos com as indenizações pelos investimentos já feitos. “Tem um efeito nos dois lados. Vamos gastar menos de indenizações e vamos ter de auxiliar mais no fluxo para reduzir o custo da energia. Uma coisa acaba compensando a outra”, afirmou.

Para ele, mesmo com a desistência das elétricas de Minas Gerais, São Paulo e Paraná, o modelo proposto pelo Planalto para renovar as concessões do setor e reduzir o custo da energia produzida no país “deu certo” e será uma das mais importantes medidas adotadas pelo governo para estimular a competitividade e o crescimento do Brasil. “A desistência é opção das empresas, que respeitamos, mas estava nos planos desde sempre”, admitiu.

Os 4 bilhões de reais pagos anualmente por Itaipu serão utilizados para cobrir a diferença entre o corte do valor da energia obtido com a renovação dos contratos de concessão, que ficou em 16,7%, e a taxa prometida pela presidente Dilma Rousseff.

Fonte: Veja

Senado aprova intervenção no setor elétrico

Postado por: admin | Eletricidade | sexta-feira 14 dezembro 2012 8:41

Após aprovação da Câmara, na última semana, medida provisória agora segue para sanção da presidente Dilma Rousseff

Por Marcela Mattos


O Senado aprovou, nesta quinta-feira, o Projeto de Lei de Conversão 29/2012, decorrente da Medida Provisória 577/2012, que trata da intervenção da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em distribuidoras em casos de dificuldades no fornecimento. Conforme explicou o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), ao justificar o voto positivo, a medida é importante “para assegurar a continuidade do serviço caso as empresas se vejam na iminência de cessar as suas atividades”.

Depois da aprovação da Câmara, na última semana, e agora do Senado, o texto segue para sanção presidencial.

De relatoria do senador Romero Jucá (PMDB-RR), além da intervenção, a proposta defende que a União pode prestar, temporariamente, serviço em caso de extinção da concessão por falência da empresa ou por caducidade (vencimento antecipado). Já se for constatada má prestação de serviço, a concessionária terá até 60 dias para apresentar um plano de reparar e corrigir os problemas.

O texto foi aprovado na Câmara dos Deputados em 4 de dezembro. Nesta ocasião, os parlamentares incluíram diversas emendas sem qualquer relação com a energia elétrica. Entre as mudanças, está o aumento de 85 mil reais para 100 mil reais do limite dos custos dos imóveis do programa Minha Casa, Minha Vida e a prorrogação de 2014 para 2015 do prazo de isenção do Imposto sobre Produtos Importados (IPI) para taxistas e pessoas com deficiência.

Embora tenha sido favorável ao texto, o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) criticou a existência de assuntos desconexos. “Apesar disso, não há obstrução. A matéria (conteúdo) tem o apoio daquilo que é primordial”, disse.

Histórico — A medida publicada em agosto já foi utilizada no processo de intervenção do governo em oito empresas do Grupo Rede Energia, altamente endividado e em dificuldades para manter o serviço.

Fonte: Veja

Energia eólica domina em pesquisa energética

Postado por: admin | Eletricidade | segunda-feira 3 dezembro 2012 15:47

Rio de Janeiro – Em franca expansão no país, a energia eólica (a partir dos ventos) continua monopolizando os leilões de energia que estão sendo realizados pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

Segundo dados empresa, dos 525 habilitados a participar do Leilão de Energia Nova A-5 de 2012, que será feito no próximo dia 14 de dezembro, 484 são empreendimentos que preveem a geração de energia elétrica a partir dos ventos.

O Leilão A-5 objetiva suprir a demanda projetada das empresas distribuidoras para o ano de 2017. Os 525 projetos com habilitação técnica para participar da licitação envolvem a geração de 14.181 megawatts (MW) .

Segundo a EPE, a fonte eólica apresenta o maior número de usinas habilitadas para licitação, com 484 empreendimento e sítios de geração por meio dos ventos, com capacidade total de 11.879 MW. Entre os empreendimentos habilitados tecnicamente estão ainda usinas hidrelétricas, pequenas centrais hidrelétricas (até 30 MW) e termelétricas movidas a gás natural e à biomassa.

As térmicas a gás são, segundo a EPE, plantas já existentes que estão em processo de fechamento de ciclo. Na visão do presidente da empresa, Mauricio Tolmasquim, o resultado da habilitação técnica demonstra a garantia da expansão da geração no setor elétrico brasileiro, mesmo para os que receavam que a Medida Provisória 579 pudesse frear o interesse dos investidores. “Esses leilões são muito seguros para o investidor, que vê como principais atrativos os contratos de longo prazo e a facilidade de acesso a financiamento”, diz.

A segunda fonte em empreendimentos habilitados é a hidrelétrica, com sete projetos e capacidade de geração de 988 MW; seguida da energia gerada a partir da biomassa (bagaço da cana-de-açúcar), com 583 MW; térmicas a gás natural, com 368 MW de geração; e as pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), com 363 MW.

Fonte: info

30% dos domicílios urbanos não têm acesso a serviços básicos

Postado por: admin | Eletricidade | quarta-feira 28 novembro 2012 15:18

Cerca de 64 milhões de brasileiros não têm água tratada, coleta de esgoto, recolhimento de lixo ou eletricidade

Por Wilson Tosta

A melhora na distribuição de renda no período contrasta com as condições de vida de parte considerável da sociedade brasileira, diz a Síntese dos Indicadores Sociais 2012. Em 2011 30,6% dos domicílios urbanos brasileiros- pouco mais de 16 milhões de lares, com prováveis 64 milhões de moradores – não tinham simultaneamente os serviços de água tratada, coleta de esgoto por rede ou fossa séptica, recolhimento de lixo e eletricidade, básicos para que haja condições mínimas de habitação.

A razão entre as habitações com e sem os quatro serviços era de 0,44, ou seja, praticamente para cada dois domicílios habitáveis havia um sem essas condições. O recorde nesse ponto foi da Região Norte, onde 78,4% dos lares foram considerados sem condições mínimas de habitabilidade. No Amapá, essa proporção chegou a 95,9%, e a razão em relação aos habitáveis foi de 23,43 lares sem condições para cada um habitável.

“Essa questão tem a ver com a ação do poder público”, disse o pesquisador Rubem Magalhães, do IBGE. “Se aumentarmos o salário de um trabalhador para R$ 30 mil por mês ele não vai instalar uma rede de água tratada na rua onde mora. Isso é papel do Estado.” No Sudeste, 79% dos lares com renda mensal domiciliar per capita tinham saneamento básico. Acima de dois salários mínimos, 94,8%.

A Síntese dos Indicadores Sociais de 2012 também constatou que apenas 31% dos domicílios permanentes urbanos tinham, simultaneamente, luz elétrica, computador, acesso à internet, aparelho de DVD, televisão em cores e máquina de lavar, medidas de conforto da vida moderna.

O estudo também descobriu que, dos 69% de domicílios desprovidos de algum desses itens, quase 90% (84,9%) não tinham acesso à web. Também aí a desigualdade brasileira é forte. Quando se foca apenas lares com renda média mensal domiciliar per capita de até 1/2 salário mínimo, a proporção dos excluídos digitais (em 2011) chega a 92,2. De acordo com a pesquisa, 86% dos domicílios brasileiros no ano passado urbanos; apenas 14% se localizam na área rural, em distribuição que tende a se estabilizar.

30% dos domicílios urbanos não têm acesso a serviços básicosCerca de 64 milhões de brasileiros não têm água tratada, coleta de esgoto, recolhimento de lixo ou eletricidadePor Wilson TostaA melhora na distribuição de renda no período contrasta com as condições de vida de parte considerável da sociedade brasileira, diz a Síntese dos Indicadores Sociais 2012. Em 2011 30,6% dos domicílios urbanos brasileiros- pouco mais de 16 milhões de lares, com prováveis 64 milhões de moradores – não tinham simultaneamente os serviços de água tratada, coleta de esgoto por rede ou fossa séptica, recolhimento de lixo e eletricidade, básicos para que haja condições mínimas de habitação.A razão entre as habitações com e sem os quatro serviços era de 0,44, ou seja, praticamente para cada dois domicílios habitáveis havia um sem essas condições. (mais…)

Curitiba mostra ônibus movido a eletricidade e biodiesel

Postado por: admin | Eletricidade | segunda-feira 2 julho 2012 15:36

TIAGO ROGERO

A prefeitura de Curitiba apresentou na quinta-feira (14 de junho), durante a Rio+20, no Parque dos Atletas, o primeiro ônibus híbrido (movido a eletricidade e biodiesel) fabricado no Brasil, que começará a circular pelas ruas da capital paranaense a partir de agosto. Inicialmente, 30 veículos vão integrar a frota da cidade, seguidos por outros 30. A ideia é substituir, a longo prazo, todos os mais de 2.000 ônibus da frota por híbridos.

Cada um dos novos veículos, segundo o prefeito da cidade, Luciano Ducci (PSB), custa cerca de R$ 650 mil, ante R$ 450 mil dos convencionais. O investimento total para a compra dos 60 primeiros ônibus será de R$ 26 milhões. “É um investimento que estamos fazendo na sustentabilidade, na cultura da cidade e na educação da população mais jovem”, disse.

A passagem nos híbridos custará o mesmo preço da dos convencionais, R$ 2,60. Segundo a Volvo, fabricante do ônibus, a utilização de eletricidade combinada ao biodiesel permite economia de combustível de até 35% e reduz em 90% a emissão de gases poluentes.

Fonte: Estadão



Brasil cortará impostos sobre eletricidade para estimular economia

Postado por: admin | Eletricidade | terça-feira 15 maio 2012 14:47

Por Brian Winter

Reuters

A presidente Dilma Rousseff planeja reduzir e simplificar os impostos pagos pelos produtores e distribuidores de eletricidade, disseram dois importantes funcionários de seu governo à Reuters, como parte de uma estratégia para reduzir os elevados custos dos negócios no Brasil e estimular a economia em crise.

O Brasil está à beira de uma recessão desde a metade de 2011, com impostos altos, uma taxa de câmbio supervalorizada e outros problemas estruturais pressionando uma economia que vinha sendo uma das mais dinâmicas entre os mercados emergentes.

Nos últimos meses, a presidente anunciou cortes de impostos direcionados a setores estagnados, como a indústria automobilística, adotando uma abordagem gradual de reforma que atraiu críticas de investidores, para os quais mudanças mais drásticas são necessárias.

Mas os funcionários de seu governo, que pediram que seus nomes não fossem citados, disseram que os cortes nos impostos das empresas de eletricidade provavelmente seriam os mais abrangentes até o momento.

Eles afirmaram que Dilma Rousseff deve anunciar os planos nas próximas semanas. O Brasil tem o terceiro mais alto custo de energia do mundo, e por isso Rousseff está tentando aliviar a situação tanto dos consumidores quanto de empresas em setores como o siderúrgico e o petroquímico.

Estudos internos do governo sugerem que, a depender de que impostos sejam cortados, os custos de eletricidade poderiam cair em entre 3% e 10%, a partir do começo de 2013, segundo as autoridades.

Isso teria impacto mensurável sobre a inflação, e assim ajudaria os esforços da presidente para forçar uma baixa nas taxas de juros brasileiras.

““Sabemos que os impostos no Brasil são absurdos e estamos tentando fazer algo a respeito”, disse um dos funcionários. “[A eletricidade] parece ser uma instância em que podemos fazer muita diferença rapidamente”.

Dilma provavelmente não imporá os cortes por decreto-lei, e por isso terá de negociá-los com o Congresso e outros grupos.

Ela planeja usar sua elevada popularidade a fim de forçar cortes nos impostos federais e estaduais, com atenção especial à eliminação de tributos sobrepostos ou difíceis de calcular, disseram os funcionários.

O código tributário brasileiro é tão complexo que uma companhia média gasta 2,6 mil horas anuais calculando quanto deve em impostos, de acordo com o estudo Doing Business, um relatório anual do Banco Mundial. Isso é quase 14 vezes mais tempo do que é necessário para declarar impostos nos Estados Unidos, e de longe o maior tempo entre os 183 países pesquisados pelo banco.

““O foco é tanto simplificar os impostos quanto reduzi-los”, disse o segundo funcionário.

O setor de eletricidade brasileiro inclui estatais como a Eletrobras (ELET3) e multinacionais como a AES e GDF Suez. (mais…)

Energia e padrão de vida

Postado por: admin | Eletricidade | terça-feira 24 janeiro 2012 15:39

Mais de 10 milhões de brasileiros saíram da classe mais pobre nos últimos dez anos e com isso o governo se vê diante de novos problemas – de fato, bons problemas, porque o desafio é garantir o atendimento às demandas de novos e ávidos consumidores. É preciso manter em expansão a oferta de bens de consumo, habitação, saneamento, educação, serviços de saúde, lazer e, como condição para o crescimento econômico, a oferta de energia, principalmente elétrica. Aqueles 10 milhões são parte de um contingente bem maior de pessoas com acesso recente ao mercado de bens duráveis e a confortos típicos da classe média ou, no mínimo, da chamada “classe média remediada”. Esse grupo maior é estimado em cerca de 40 milhões de pessoas.

Uma das consequências da incorporação de tanta gente ao mercado consumidor foi o rápido crescimento do consumo de eletricidade. O consumo per capita de energia elétrica aumentou 11,3% entre 2006 e 2010, quase o dobro da expansão populacional no período, como mostrou o Estado em reportagem publicada ontem. Essa evolução é previsível, quando o crescimento econômico é acompanhado de redução da pobreza e de alguma redistribuição de renda. O Brasil continua sendo um país muito desigual, com a segunda maior concentração de renda observada nos países-membros do Grupo dos 20 (G-20). Só é superado, nesse quesito, pela África do Sul. Mesmo assim, a diminuição da desigualdade, acompanhada pela redução da pobreza, foi suficiente para mudar os padrões de consumo e influenciar fortemente a demanda de energia. No ano passado, pela primeira vez a classe E – famílias com renda per capita de até R$ 79 – representou menos de 1% dos 49 milhões de domicílios do País. Mais gente com acesso a aparelhos eletroeletrônicos – geladeiras, televisores, equipamentos de som, etc. – gera uma demanda maior de eletricidade. O mesmo efeito é produzido pelo funcionamento de novos hospitais, escolas e outros núcleos de prestação de serviços. (mais…)

Profissionais da eletricidade debatem a IT-41

Postado por: admin | Eletricidade | quarta-feira 28 julho 2010 11:02

Por meio de treinamentos e consultoria do Procobre, o Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo regulamenta inspeções visuais de instalação elétrica de baixa tensão. Instrução Técnica tem lançamento previsto para início de 2011.

Profissionais do setor elétrico estiveram reunidos no último dia 29 de junho, no XIII Encontro Nacional de Instalações Elétricas, em São Paulo, para conhecer a redação da IT nº 41 – que prevê requisitos para a inspeção visual das instalações elétricas de baixa tensão no Estado de São Paulo.

Apresentado pelo Major Adilson Antonio da Silva – do Departamento de Segurança Contra Incêndio – o texto estabelece condições mínimas para verificar a existência de medidas e dispositivos essenciais à proteção das pessoas e das instalações elétricas contra possíveis situações de choques elétricos e de risco de incêndio. Com previsão de publicação oficial por parte do Governo para o início de 2011, o texto está em fase final de revisão.

Durante o Congresso, foi apresentado um Manual em elaboração pelo Corpo de Bombeiros que tem por objetivo explicar os procedimentos indicados na IT-41 para conhecimento e levantamento de sugestões dos profissionais que serão diretamente envolvidos.

“O texto da IT nº 41 está embasado nas prescrições da NBR 5410 – a norma que rege as instalações elétricas de baixa tensão – e aos regulamentos das autoridades de concessionárias de energia elétrica, e é resultado de uma proposta apresentada pelo Procobre – Instituto Brasileiro do Cobre – e pela NEMA Brasil – Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Elétricos – que trabalham juntas no projeto desde 2006, em conjunto com o Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo”, explica o Major.

A justificativa para a preparação da IT-41 está baseada em estatísticas do Corpo de Bombeiros, de 1999 a 2009, que indicam que 56,1% dos boletins de ocorrência relativos à incêndios tiveram origem intencional, sendo que, dos 43,9% restantes, provocados acidentalmente, 12,7% tiveram origem nas instalações elétricas, primeira colocação entre os fatores acidentais.

Além disso, pesquisa desenvolvida pelos Bombeiros junto às entidades do setor elétrico (Abinee, Abracopel, Procobre, Nema, Abrasip, Abee, Abrinstal e IE) revela inúmeros problemas nas instalações elétricas de edifícios existentes: . 60% das instalações são considerada em condições precárias; 30% são regulares; 10% consideradas boas.

. ainda segundo as entidades, 20,9% dos edifícios não apresentam condutor de proteção (fio terra); 15,2% não tem aterramento e outros 15,2% apresentam sobrecarga nos circuitos;

. entre os itens básicos – que serão passíveis da inspeção visual – 14,9% das entidades acreditam que o principal requisito de uma instalação elétrica é ter fio terra, seguido de existência de um sistema de aterramento (12,8%); quadro elétrico compatível com a edificação (12,8%) e presença de dispositivo DR de proteção contra choques elétricos (10,6%).

Com a publicação da Instrução Técnica 41 e sua aplicação efetiva, todas as novas obras do Estado de São Paulo – com exceção de residências unifamiliares – serão vistoriadas pelo Corpo de Bombeiros. Para Antonio Maschietto Junior, diretor do Procobre, a iniciativa vai diminuir os riscos de acidentes. “Realizamos diagnósticos periódicos nos edifícios de vários estados brasileiros e os resultados sempre apontam para uma maioria de edificações com instalações precárias”, alerta.

De acordo com o documento, os itens principais da inspeção visual são: quadros elétricos; componentes elétricos; linhas elétricas; proteção contra sobrecargas, curtos-circuitos e choques elétricos; serviços de segurança contra incêndios e documentação relativa à instalação elétrica. É importante destacar que a inspeção visual das instalações será realizada por profissional habilitado pelo CREA para este tipo de serviço, que deverá seguir as instruções da IT-41 e entregar para o Bombeiro a declaração de conformidade da instalação devidamente assinada pelo responsável técnico e pelo proprietário da edificação. Somente obras consideradas em conformidade com as exigências da nova IT terão o Auto de Vistoria emitido pela Corporação.

Sobre o Procobre- O PROCOBRE –Instituto Brasileiro do Cobre é uma instituição sem fins de lucro cuja missão é a promoção do uso do cobre, impulsionando a pesquisa e o desenvolvimento de novas aplicações e difundindo sua contribuição ao melhoramento da qualidade de vida e o progresso da sociedade. O PROCOBRE faz parte da ICA – Internacional Copper Association , com sede em Nova Iorque encarregada de liderar a promoção do cobre mundialmente. | www.procobre.org