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Brasil pode produzir 40% mais energia alternativa

Postado por: admin | Eletricidade | quarta-feira 12 setembro 2012 15:35

Por Débora Spitzcovsky, de Planeta Sustentável

São Paulo – Dados do Balanço Energético Nacional 2012 revelam que a energia hídrica representa mais de 81% da matriz elétrica brasileira. Mas será que essa dependência das grandes usinas hidrelétricas é realmente necessária para suprir a demanda da população por eletricidade? O novo estudo Além de grandes hidrelétricas: políticas para fontes renováveis de energia elétrica no Brasil, do WWF-Brasil, aponta que não.

Segundo a publicação, o país já tem capacidade para aumentar em, pelo menos, 40% a produção de eletricidade a partir de fontes renováveis alternativas – sobretudo se investir na geração de energia eólica, de biomassa e nas Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs).

No caso da eletricidade gerada a partir do vento, por exemplo, o estudo revela que o Brasil é capaz de produzir 300 milhões de kW por ano. Atualmente, no entanto, não produz nem a metade, gerando cerca de 114 milhões de kW anualmente.

A energia solar também não fica atrás no quesito potencial. De acordo com a publicação do WWF, se o lago de Itaipu fosse totalmente coberto com painéis fotovoltaicos, por exemplo, seria possível produzir, anualmente, 183 milhões kW, o que representa o dobro de toda a energia elétrica produzida pela usina de Itaipu em 2011.

E mais: segundo o estudo, o país sinaliza para uma tendência de queda nos preços das fontes renováveis alternativas nos próximos 10 a 15 anos – enquanto o valor da produção de eletricidade nas usinas hidrelétricas seguirá o caminho oposto, de aumento -, transformando-as interessantes, também, do ponto de vista econômico.

No entanto, para que o Brasil realmente consiga atingir todo o potencial que possui na geração de energia a partir de fontes renováveis alternativas, é preciso vontade política. Isso porque a criação de novos subsídios ou, ainda, o redirecionamento dos subsídios já existentes – que atualmente são voltados para a viabilização da produção energética por fontes fósseis – é fundamental no processo de transição para uma matriz elétrica menos dependente das usinas hidrelétricas.

“A conclusão do estudo é clara: o potencial das fontes renováveis alternativas é imenso e pouco aproveitado. Havendo vontade política, o governo brasileiro tem como promover as ações sugeridas no documento e, assim, atender a uma significativa parte das demandas de eletricidade do país a partir de fontes limpas e de baixo impacto ambiental”, diz Carlos Rittl, coordenador do Programa Mudanças Climáticas e Energia do WWF-Brasil.

Confira a publicação Além de grandes hidrelétricas: políticas para fontes renováveis de energia elétrica no Brasil, na versão para tomadores de decisão.

Fonte: Info Abril



Brasil cortará impostos sobre eletricidade para estimular economia

Postado por: admin | Eletricidade | terça-feira 15 maio 2012 14:47

Por Brian Winter

Reuters

A presidente Dilma Rousseff planeja reduzir e simplificar os impostos pagos pelos produtores e distribuidores de eletricidade, disseram dois importantes funcionários de seu governo à Reuters, como parte de uma estratégia para reduzir os elevados custos dos negócios no Brasil e estimular a economia em crise.

O Brasil está à beira de uma recessão desde a metade de 2011, com impostos altos, uma taxa de câmbio supervalorizada e outros problemas estruturais pressionando uma economia que vinha sendo uma das mais dinâmicas entre os mercados emergentes.

Nos últimos meses, a presidente anunciou cortes de impostos direcionados a setores estagnados, como a indústria automobilística, adotando uma abordagem gradual de reforma que atraiu críticas de investidores, para os quais mudanças mais drásticas são necessárias.

Mas os funcionários de seu governo, que pediram que seus nomes não fossem citados, disseram que os cortes nos impostos das empresas de eletricidade provavelmente seriam os mais abrangentes até o momento.

Eles afirmaram que Dilma Rousseff deve anunciar os planos nas próximas semanas. O Brasil tem o terceiro mais alto custo de energia do mundo, e por isso Rousseff está tentando aliviar a situação tanto dos consumidores quanto de empresas em setores como o siderúrgico e o petroquímico.

Estudos internos do governo sugerem que, a depender de que impostos sejam cortados, os custos de eletricidade poderiam cair em entre 3% e 10%, a partir do começo de 2013, segundo as autoridades.

Isso teria impacto mensurável sobre a inflação, e assim ajudaria os esforços da presidente para forçar uma baixa nas taxas de juros brasileiras.

““Sabemos que os impostos no Brasil são absurdos e estamos tentando fazer algo a respeito”, disse um dos funcionários. “[A eletricidade] parece ser uma instância em que podemos fazer muita diferença rapidamente”.

Dilma provavelmente não imporá os cortes por decreto-lei, e por isso terá de negociá-los com o Congresso e outros grupos.

Ela planeja usar sua elevada popularidade a fim de forçar cortes nos impostos federais e estaduais, com atenção especial à eliminação de tributos sobrepostos ou difíceis de calcular, disseram os funcionários.

O código tributário brasileiro é tão complexo que uma companhia média gasta 2,6 mil horas anuais calculando quanto deve em impostos, de acordo com o estudo Doing Business, um relatório anual do Banco Mundial. Isso é quase 14 vezes mais tempo do que é necessário para declarar impostos nos Estados Unidos, e de longe o maior tempo entre os 183 países pesquisados pelo banco.

““O foco é tanto simplificar os impostos quanto reduzi-los”, disse o segundo funcionário.

O setor de eletricidade brasileiro inclui estatais como a Eletrobras (ELET3) e multinacionais como a AES e GDF Suez. (mais…)

Brasil e Argentina criarão estatal para administrar hidrelétricas

Postado por: admin | Eletricidade | quarta-feira 22 fevereiro 2012 16:26

Brasil e Argentina irão criar uma empresa estatal para administrar as futuras hidrelétricas de Garabi e de Panambi, que serão construídas na fronteira entre os dois países. O modelo a ser adotado é o mesmo da hidrelétrica de Itaipu feita em parceria com o Paraguai.

A decisão foi anunciada dia 16 de fevereiro logo depois de reunião entre o ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, e o ministro argentino da área, Julio de Vido, em Brasília.

Segundo Lobão, a licitação para o projeto executivo das usinas deverá ocorrer na Argentina entre os dias 7 e 8 de março. “Vamos fazer nos moldes de Itaipu, com os aperfeiçoamentos que forem necessários”. A potência de cada uma das usinas deverá ser de pouco mais de mil megawatts. As informações são da Agência Brasil.

(Redação – Agência IN)

Fonte: www.investimentosenoticias.com.br