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30% dos domicílios urbanos não têm acesso a serviços básicos

Postado por: admin | Eletricidade | quarta-feira 28 novembro 2012 15:18

Cerca de 64 milhões de brasileiros não têm água tratada, coleta de esgoto, recolhimento de lixo ou eletricidade

Por Wilson Tosta

A melhora na distribuição de renda no período contrasta com as condições de vida de parte considerável da sociedade brasileira, diz a Síntese dos Indicadores Sociais 2012. Em 2011 30,6% dos domicílios urbanos brasileiros- pouco mais de 16 milhões de lares, com prováveis 64 milhões de moradores – não tinham simultaneamente os serviços de água tratada, coleta de esgoto por rede ou fossa séptica, recolhimento de lixo e eletricidade, básicos para que haja condições mínimas de habitação.

A razão entre as habitações com e sem os quatro serviços era de 0,44, ou seja, praticamente para cada dois domicílios habitáveis havia um sem essas condições. O recorde nesse ponto foi da Região Norte, onde 78,4% dos lares foram considerados sem condições mínimas de habitabilidade. No Amapá, essa proporção chegou a 95,9%, e a razão em relação aos habitáveis foi de 23,43 lares sem condições para cada um habitável.

“Essa questão tem a ver com a ação do poder público”, disse o pesquisador Rubem Magalhães, do IBGE. “Se aumentarmos o salário de um trabalhador para R$ 30 mil por mês ele não vai instalar uma rede de água tratada na rua onde mora. Isso é papel do Estado.” No Sudeste, 79% dos lares com renda mensal domiciliar per capita tinham saneamento básico. Acima de dois salários mínimos, 94,8%.

A Síntese dos Indicadores Sociais de 2012 também constatou que apenas 31% dos domicílios permanentes urbanos tinham, simultaneamente, luz elétrica, computador, acesso à internet, aparelho de DVD, televisão em cores e máquina de lavar, medidas de conforto da vida moderna.

O estudo também descobriu que, dos 69% de domicílios desprovidos de algum desses itens, quase 90% (84,9%) não tinham acesso à web. Também aí a desigualdade brasileira é forte. Quando se foca apenas lares com renda média mensal domiciliar per capita de até 1/2 salário mínimo, a proporção dos excluídos digitais (em 2011) chega a 92,2. De acordo com a pesquisa, 86% dos domicílios brasileiros no ano passado urbanos; apenas 14% se localizam na área rural, em distribuição que tende a se estabilizar.

30% dos domicílios urbanos não têm acesso a serviços básicosCerca de 64 milhões de brasileiros não têm água tratada, coleta de esgoto, recolhimento de lixo ou eletricidadePor Wilson TostaA melhora na distribuição de renda no período contrasta com as condições de vida de parte considerável da sociedade brasileira, diz a Síntese dos Indicadores Sociais 2012. Em 2011 30,6% dos domicílios urbanos brasileiros- pouco mais de 16 milhões de lares, com prováveis 64 milhões de moradores – não tinham simultaneamente os serviços de água tratada, coleta de esgoto por rede ou fossa séptica, recolhimento de lixo e eletricidade, básicos para que haja condições mínimas de habitação.A razão entre as habitações com e sem os quatro serviços era de 0,44, ou seja, praticamente para cada dois domicílios habitáveis havia um sem essas condições. (mais…)

Geração de energia por hidrelétrica precisa dobrar até 2050, diz agência

Postado por: admin | Eletricidade | segunda-feira 19 novembro 2012 15:37

Propostas foram apresentadas pela Agência Internacional de Energia.
Objetivo é limitar as emissões de gases que provocam o efeito estufa.

Da France Presse

A Agência Internacional de Energia (AIE) apresentou nesta segunda-feira (29) uma série de recomendações para dobrar a produção de energia hidrelétrica no mundo até 2050, com o objetivo de limitar as emissões de gases que provocam o efeito estufa e conter o aquecimento do planeta.

Em 2010, as fontes hídricas geraram 16,3% da energia consumida no mundo, quase 3.500 terawatts (TWh), recordou a AIE, agência com sede na França ligada à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em um mapa do caminho divulgado no congresso Hidro 2012, que acontece até quarta-feira (31) em Bilbao, norte da Espanha.

Esta produção supera a energia nuclear (12,8%), o que faz desta a primeira fonte renovável de energia elétrica, muito à frente da eólica, solar, geotérmica e outras energias renováveis (3,6%).

Mas é relativamente pouco na comparação com as energias fósseis (petróleo, carvão e gás), que asseguram 67% da produção mundial de eletricidade. Para duplicar a capacidade e a produção hidrelétrica até 2050, a agência pediu o fim dos obstáculos legais e que a energia seja melhor aceita.

Também defende a modernização e aumento da capacidade das usinas existentes com mais turbinas. A AIE sugere uma série de ações governamentais como a adoção de planos de desenvolvimento nacionais, maior cooperação entre as fronteiras ao redor das grandes bacias fluviais, simplificação dos processo administrativos, entre outros.

A agência faz recomendações em termos de aceitação ambiental e social, ponto fraco da energia hídrica. As represas são geralmente rejeitadas pelas consequências para a fauna e a flora, assim como para as populações próximas.

A AIE não oferece respostas milagrosas para o dilema e sugere “evitar tanto quanto possível os impactos negativos e “quando for impossível evitá-los, que sejam minimizados, atenuados ou compensados”.

Fonte: G1



Para o governo, momento é da energia eólica

Postado por: admin | Eletricidade | quarta-feira 7 novembro 2012 15:29

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Mauricio Tolmasquim, diz que a abundância de fontes renováveis no Brasil é uma grande vantagem e que, por isso, o País tem condição de usar as mais baratas primeiro. “Agora é o momento da eólica. Amanhã vai ser o da solar. O preço vai cair e ela vai entrar, não tenho dúvida, mas vamos fazer no momento certo”, afirma. “É só uma questão de tempo.” Tolmasquim lembra que o preço dos painéis fotovoltaicos caiu mais de 50% desde 2006 e diz que hoje ainda não há como apostar nessa alternativa. Ele admite, no entanto, a possibilidade de rever o plano decenal se houver “queda mais expressiva” nos próximos 5 anos. “Hoje ela é quatro vezes mais cara que a eólica. Vamos esperar ficar mais competitiva. O Brasil tem essa possibilidade, que outros países não têm, de ter outras alternativas.”

O presidente da EPE rebate os críticos que classificam a política energética de conservadora afirmando que a eólica se desenvolveu graças a medidas do governo. “Tudo foi feito a seu tempo.” O Brasil está em 20.º no mundo em capacidade instalada e vai atingir a 10.ª posição no ano que vem, diz ele. O objetivo é ampliar a capacidade de geração eólica no País em 12 mil MW até 2021, o que representaria um pulo de 1% para 9% da matriz.

Segundo a Agência Internacional de Energia, a capacidade instalada de geração solar mundial em 2010 era de quase 35 mil MW. Naquele ano, cerca de 90% da capacidade instalada em geração solar fotovoltaica se concentrava em apenas cinco países: Alemanha (50%), Itália (11%), Japão (10%), Espanha (10%) e Estados Unidos (7%). Dez anos antes, somente três países (EUA, Japão e Alemanha) tinham participação individual relevante na instalação desses sistemas. Em 2011, o mundo acrescentou 30 GW de potência solar instalada, atingindo quase 70 GW.

Segundo o engenheiro Tasso Azevedo, projeções indicam que a capacidade instalada de geração solar no mundo em 2016 deve ficar entre 207 e 342 GW. O estudo da EPE mostra que a Região Nordeste apresenta os maiores valores de irradiação solar global. / F.W.

Fonte: Estadão