Produtos - Conheça toda nossa linha.
 
Serviços - Confiança e credibilidade.
 

Prédio de Minas e Energia pretende poupar eletricidade

Postado por: admin | Eletricidade | quinta-feira 24 maio 2012 17:23

Por Anne Warth | Agência Estado

O Ministério de Minas e Energia busca ações para promover a economia dos gastos com iluminação em sua sede, em Brasília. Por meio de termo de cooperação técnica assinado nesta terça-feira entre o MME, Eletrobrás e Furnas, o prédio onde funciona a sede do ministério adotará o mesmo modelo de eficiência energética aplicado na sede de Furnas, no Rio.

Entre as ações, estão a automatização das instalações, uso de sensores de presença e de iluminação natural, reguladores de intensidade de luz, entre outras. A ideia, segundo o ministro interino de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, é que o modelo seja implantado em todos os edifícios da Esplanada dos Ministérios.

Segundo Zimmermann, como os edifícios são da década de 1960, para acender a luz de uma sala, é preciso acionar um disjuntor geral que ilumina um andar inteiro. “Muitas vezes, o ministério é acusado de pensar apenas na expansão das redes e não na eficiência energética”, afirmou. “A ideia é que esse modelo se espalhe em toda a Esplanada e Brasília se torne exemplo de busca de eficiência energética.”

O modelo terá sete meses para ser implantado. Antes disso, porém, passará por licitação para a contratação de equipamentos e software.

Conforme Zimmermann, do total de energia que o País vai demandar em 2030, 10% poderiam ser alcançados apenas pela eficiência energética, o equivalente à geração de energia de uma Itaipu e meia.

O ministro aproveitou para defender o sistema de transmissão de energia do País. Segundo ele, as perdas variam de 3,8% a 4,5%. Já no sistema de distribuição, admitiu que as perdas são elevadas. “Ainda temos um longo caminho a percorrer.”

Zimmermann não deu detalhes sobre a reunião com a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, nesta manhã. Ele lembrou que a Casa Civil e o MME têm uma agenda de assuntos “contínuos”, que incluem os problemas financeiros das Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA), Companhia Energética de Goiás (Celg) e Centrais Elétricas do Pará (Celpa). “São alguns exemplos de assuntos normais que o ministério trata periodicamente com a ministra Gleisi”, limitou-se a dizer.

Fonte: Notícias Yahoo



Brasil cortará impostos sobre eletricidade para estimular economia

Postado por: admin | Eletricidade | terça-feira 15 maio 2012 14:47

Por Brian Winter

Reuters

A presidente Dilma Rousseff planeja reduzir e simplificar os impostos pagos pelos produtores e distribuidores de eletricidade, disseram dois importantes funcionários de seu governo à Reuters, como parte de uma estratégia para reduzir os elevados custos dos negócios no Brasil e estimular a economia em crise.

O Brasil está à beira de uma recessão desde a metade de 2011, com impostos altos, uma taxa de câmbio supervalorizada e outros problemas estruturais pressionando uma economia que vinha sendo uma das mais dinâmicas entre os mercados emergentes.

Nos últimos meses, a presidente anunciou cortes de impostos direcionados a setores estagnados, como a indústria automobilística, adotando uma abordagem gradual de reforma que atraiu críticas de investidores, para os quais mudanças mais drásticas são necessárias.

Mas os funcionários de seu governo, que pediram que seus nomes não fossem citados, disseram que os cortes nos impostos das empresas de eletricidade provavelmente seriam os mais abrangentes até o momento.

Eles afirmaram que Dilma Rousseff deve anunciar os planos nas próximas semanas. O Brasil tem o terceiro mais alto custo de energia do mundo, e por isso Rousseff está tentando aliviar a situação tanto dos consumidores quanto de empresas em setores como o siderúrgico e o petroquímico.

Estudos internos do governo sugerem que, a depender de que impostos sejam cortados, os custos de eletricidade poderiam cair em entre 3% e 10%, a partir do começo de 2013, segundo as autoridades.

Isso teria impacto mensurável sobre a inflação, e assim ajudaria os esforços da presidente para forçar uma baixa nas taxas de juros brasileiras.

““Sabemos que os impostos no Brasil são absurdos e estamos tentando fazer algo a respeito”, disse um dos funcionários. “[A eletricidade] parece ser uma instância em que podemos fazer muita diferença rapidamente”.

Dilma provavelmente não imporá os cortes por decreto-lei, e por isso terá de negociá-los com o Congresso e outros grupos.

Ela planeja usar sua elevada popularidade a fim de forçar cortes nos impostos federais e estaduais, com atenção especial à eliminação de tributos sobrepostos ou difíceis de calcular, disseram os funcionários.

O código tributário brasileiro é tão complexo que uma companhia média gasta 2,6 mil horas anuais calculando quanto deve em impostos, de acordo com o estudo Doing Business, um relatório anual do Banco Mundial. Isso é quase 14 vezes mais tempo do que é necessário para declarar impostos nos Estados Unidos, e de longe o maior tempo entre os 183 países pesquisados pelo banco.

““O foco é tanto simplificar os impostos quanto reduzi-los”, disse o segundo funcionário.

O setor de eletricidade brasileiro inclui estatais como a Eletrobras (ELET3) e multinacionais como a AES e GDF Suez. (mais…)