Produtos - Conheça toda nossa linha.
 
Serviços - Confiança e credibilidade.
 

Energia limpa: oportunidade para expansão

Postado por: admin | Eletricidade | segunda-feira 30 abril 2012 16:11

Da Agência Ambiente Energia – A implantação de tecnologias de energia limpa não está acompanhando na velocidade suficiente o crescimento das energias renováveis. A conclusão consta em um relatório da Agência Internacional de Energia (AIE), que faz um radar do progresso das energias limpas de energia a nível mundial. O estudo aponta que a maioria das tecnologias não está preparada o suficiente para contribuir para a redução de dióxido de carbono (CO2) necessária no planeta. O relatório estimula políticas agressivas para promover os benefícios oferecidos pelas técnicas limpas de geração.

O relatório oferece três recomendações para o mercado: nivelar o campo para tecnologias de energia limpa; liberar o potencial de eficiência energética; e acelerar a inovação de energia e apoio público para pesquisa, desenvolvimento e demonstração.

O relatório aponta que muitas tecnologias com grande potencial de geração e de redução de emissões não estão atingindo os resultados que podem. O estudo mostra que não está havendo o investimento necessário para projetos de captura e armazenamento de carbono em escala. A pesquisa revela que quase a metade de novas usinas a carvão ainda estão sendo construídas com tecnologia ineficiente.

Segundo o estudo, a melhoria da eficiência do combustível de veículos é lento e o potencial de eficiência energética permanece inexplorado nos ectores da construção e da indústria. Além disso, apesar de os governos projetarem a ambiciosa meta de 20 milhões de veículos elétricos até 2020, os objetivos dos fabricantes após 2014 ainda são incertos. O mesmo acontece com a energia nuclear, que enfrenta oposição pública.

A publicação destaca o rápido progresso de algumas tecnologias renováveis, como os painéis solares e equipamentos eólicos que
cresceram, respectivamente, 42% e 27% (onshore), na última década, apesar de partirem de uma base pequena de comparação. Além disso, em três anos, houve redução de 75% nos custos do sistema de energia solar fotovoltaica em alguns países.

“Temos a responsabilidade e uma oportunidade de ouro para agir”, disse o vice-diretor-executivo Richard H Jones. Ele alerta que as emissões de CO2 devem aumentar em um terço até 2020, chegando a quase o dobro em 2050. “Tal resultado seria confrontar as gerações futuras com significativas dificuldades econômicas, ambientais e de segurança energética – um legado que eu sei que nenhum de nós quer deixar para trás “, complementa Jones, que apresentou o estudo em Londres, durante um evento sobre energia limpa.

Fonte: Ambiente Energia



Após aumentar 160% em seis anos, energia sobe abaixo da inflação

Postado por: admin | Eletricidade | quinta-feira 12 abril 2012 17:27

A tarifa de energia paga pela indústria no Brasil hoje é 194% maior que há dez anos. O encarecimento, no entanto, concentrou-se nos primeiros seis anos do período, de 2001 a 2006, quando as tarifas subiram 163%, porque o setor perdeu o subsídio que mantinha seus preços mais baixos que os do segmento residencial. Além disso, houve recomposição de perdas das distribuidoras decorrentes do apagão de 2001.

De 2006 em diante, o preço da energia industrial cresceu abaixo da inflação. Enquanto a alta do insumo foi de 12,5%, segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a inflação pelo IGP-M subiu 41,3% e pelo IPCA, 77,6% ao longo dos seis anos.

Além da recomposição tarifária, os impostos e encargos também influenciaram o aumento da energia elétrica. Os tributos, sozinhos, representam hoje a maior parcela da tarifa média de eletricidade no país – 37%, segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Desde 2001, essa fatia da tarifa cresceu 5,2 pontos percentuais na composição total do custo. Para a indústria, apenas nos últimos cinco anos, foram criados seis novos encargos.

A estrutura da tarifa industrial não difere muito da média geral, segundo Nivalde Castro, coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel-UFRJ). A indústria, porém, por ser consumidora de alta tensão, sente mais o aumento em transmissão, uma parcela da tarifa cujo custo deve crescer. A extensão das linhas no país deve passar dos atuais 103 mil km para 125 mil km até o fim de 2014 para ligar as usinas mais distantes, como as do rio Madeira. “Temos que construir cada vez mais linhas de transmissão, e isso é um fator de aumento de custo”, diz.

Em 2001, a indústria pagava, em média, R$ 82 o megawatt/hora (MW/h) – considerando apenas o mercado cativo, atendido pelas distribuidoras. A alta de 163% no preço até 2006 decorreu de dois fatores principais. Um deles foi o fim gradual, de 2003 a 2007, de uma espécie de subsídio que fazia com que o custo da geração ficasse mais baixo para a indústria que para o setor residencial. Enquanto a tarifa industrial cresceu 70% entre 2003 e 2007, a residencial evoluiu 22,7% no mesmo período.

Outro fator foi a criação, em 2002, de uma compensação às distribuidoras pelas perdas causadas pelo apagão de 2001. “A geração na época ficou muito cara, e teve que ser repassada aos poucos, pois o custo do MW/h chegou a R$ 600″, diz Ildo Grüdtner, secretário de Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia.

Para não repassar de uma vez aos consumidores o aumento de preço causado pelo racionamento de energia, foi realizada uma recomposição tarifária extraordinária, que teve impacto de 7,9% na tarifa industrial, e de 2,9% na residencial. Essa recomposição durou até 2008 ou 2009, dependendo das perdas de cada distribuidora.

Depois desse período de alta, as tarifas médias ficaram mais estáveis, mas seguiram em patamar elevado. Um dos fatores que contribuiram para manter as tarifas controladas foi a realização de leilões de geração de energia. O preço médio de contratação caiu de R$ 168 MW/h, em 2009, para R$ 163,80 MW/h em 2011. Segundo a EPE esse valor cairá para R$ 136,60 MW/h em 2017. (mais…)

No fim das contas, o que é economia verde?

Postado por: admin | Eletricidade | quarta-feira 4 abril 2012 16:36

Amália Safatle

“Economia verde” entrou no rol das expressões cada vez mais faladas – mas muito pouco consensuadas – dando margem para que a cada hora surja uma interpretação, conforme a conveniência dos interlocutores.

Sendo economia verde um dos dois grandes temas da Rio+20, a conferência da ONU sobre desenvolvimento sustentável – o outro tema é governança -, buscar um entendimento mínimo sobre o seu significado é um passo elementar para que se possa esperar do encontro algum resultado objetivo.

Vamos começar pela definição que o próprio Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas (Pnuma) cunhou:

“Uma economia que resulta em melhoria do bem-estar da humanidade e igualdade social, ao mesmo tempo em que reduz significativamente riscos ambientais e escassez ecológica. Em outras palavras, uma economia verde pode ser considerada de baixa emissão de carbono, é eficiente em seu uso de recursos e socialmente inclusiva”.

Temos aí os seguintes elementos: economia de baixo carbono, eficiência energética e nos processos produtivos, e igualdade e inclusão social.

Assim, bastaria lançar mão da tecnologia para descarbonizar e otimizar processos para chegar à tal economia verde, que ganha da ONU o adendo de “inclusiva”. Neste mundo mágico, bastaria minimizar riscos ambientais para que a economia consiga incluir socialmente os menos favorecidos ao mesmo tempo em que dribla a escassez ecológica.

Por que “mundo mágico”? Porque não corresponde à realidade possível. Cada ala da sociedade construiu uma ficção na qual se aninha e busca algum conforto – quando na verdade é necessária uma reforma profunda, desconfortável e até dolorosa no sistema econômico, se quisermos de alguma forma buscar a maior duração da vida na Terra, incluindo a espécie humana.

Mas Connie Hedegaard, comissária europeia para a ação pelo clima, chegou a publicar um exclamativo artigo intitulado “Cresçamos todos de maneira sustentável!” (no Estadão). Para começar, o artigo é impreciso: “todos” quem, cara pálida? (mais…)