Produtos - Conheça toda nossa linha.
 
Serviços - Confiança e credibilidade.
 

Atmosfera Explosiva

Postado por: admin | NR - 10 | quarta-feira 8 fevereiro 2012 10:22

OS PÓS: LOBO EM PELE DE CORDEIRO

Não obstante os riscos à saúde do trabalhador, os ambientes industriais que envolvem o processamento, a armazenagem e o transporte de pós e granulados também apresentam riscos de explosão, com magnitude suficiente para causar a destruição total da instalação e, pior, ceifando vidas.

Os riscos à saúde

Nas áreas de recebimento, limpeza, secagem e armazenagem de grãos, como moegas, transportadores, máquinas de limpeza e silos, geralmente cobertas por poeiras, é necessário tomar cuidado quanto aos riscos químicos que elas podem provocar.

Os pós em suspensão no ambiente, dependendo de suas características físico-químicas, possuem potencial para causar diversos danos à saúde dos trabalhadores. Pela inalação e posterior deposição nos pulmões, podem desenvolver diversas doenças e até mesmo infecções.

A absorção dos pós pela pele pode desencadear alergias, ulcerações, dermatoses e outras doenças ocupacionais. A ingestão de pós pela água potável ou juntamente com os alimentos nas refeições pode levar a complicações no aparelho digestivo.

Nos espaços confinados existentes nessas unidades industriais – poços de elevadores, túneis subterrâneos de silos e armazéns – existe o risco de asfixia por gases provenientes de decomposição dos grãos, especialmente nos espaços que não apresentam boa ou nenhuma ventilação. Também há riscos ergonômicos, principalmente quando se trata de armazenagem de grãos ensacados, sendo os volumes transportados manualmente. O transporte manual de cargas implica riscos de agressões à coluna, como lombalgias, torções da coluna lombar, produção de hérnia de disco, dores e fadiga. Conforme a Lei n° 6.514, Art. 198: “É de 60 kg (sessenta quilogramas) o peso máximo que um empregado pode remover individualmente, ressalvadas as disposições especiais relativas ao trabalho do menor e da mulher”.

Outro risco existente em empresas armazenadoras, que tem causado acidentes fatais, é o soterramento de pessoas nas operações de limpeza das moegas, armazéns graneleiros ou silos, quando, por algum motivo, entra nestes locais apenas um funcionário para efetuar a manutenção necessária. Não é demais ressaltar que, no mínimo, dois funcionários devem participar da atividade, utilizando os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) obrigatórios para a operação – cinto de segurança tipo pára-quedista e preso a um trava-quedas ou corda, além de capacete, máscara e calçados de segurança. Os acidentes ocorrem quando há movimentação do produto, soterrando rapidamente o funcionário e matando-o por asfixia.

Fonte: www.noticiasisabel.com.br



Como identificar aspecto e impacto ambiental

Postado por: admin | NR - 10 | sexta-feira 16 setembro 2011 17:08

Por: Thais Cargnelutti

Um dos requisitos das norma ISO 14001 é estabelecer, implementar e manter procedimentos para identificar os aspectos e impactos ambientais decorrentes das atividades de uma organização.

Mas qual a diferença entre aspecto ambiental e impacto ambiental?

Aspectos ambientais são entendidos como elementos das atividades, produtos ou serviços de uma organização que podem interagir com o meio ambiente, causando ou podendo causar impactos ambientais, positivos ou negativos.

Impactos ambientais são quaisquer modificações do meio ambiente, positiva ou negativa, resultante ou não dos aspectos ambientais da organização.

Resumindo, aspecto ambiental é a causa e impacto ambiental é o efeito. Veja o exemplo abaixo:

Aspecto Ambiental Impacto Ambiental
Consumo de água                                          Esgotamento de recursos hídricos
Descarte de resíduos sólidos                    Contaminação do solo
Produção de emissões atmosféricas     Alteração da qualidade do ar

A identificação de aspectos e impactos ambientais de uma organização é umas das etapas mais importantes da implementação do sistema de gestão ambiental.

Uma das maneiras de realizar esta identificação pode ser a construção de uma matriz que relacione os aspectos e impactos ambientais. Esta ferramenta auxilia também na classificação e determinação de sua significância.

Fonte: http://certificacaoiso.com.br/



Normas do setor de eletricidade estão em análise sistemática na ABNT

Postado por: admin | NR - 10 | sexta-feira 12 agosto 2011 9:59

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) está promovendo o processo de Análise Sistemática do segundo semestre, visando à apreciação, pela sociedade, de Normas Brasileiras publicadas no período de 1998 a 2001 que não foram atualizadas.

Foram incluídas 122 normas elaboradas no âmbito do Comitê Brasileiro de Eletricidade (ABNT/CB-03). São documentos que estabelecem requisitos para produtos e processos, além de métodos de ensaios. Confira algumas delas:

• ABNT NBR 5114:1998 – Reatores para lâmpadas fluorescentes tubulares – Especificação;
• ABNT NBR 5314:1999 – Carretéis plásticos para acondicionamento de fios para enrolamentos – Especificação;
• ABNT NBR 9143:1999 – Fios e cabos telefônicos – Ensaios de contração – Método de ensaio;
• ABNT NBR 13910-2-3:1998 – Diretrizes de ensaios para a determinação de ruído acústico de aparelhos eletrodomésticos e similares – Parte 2: Requisitos;
• ABNT NBR 14089:1998 – Telecomunicação – Bloco terminal para distribuidor geral – Requisitos de desempenho;
• ABNT NBR 14200:1998 – Acumulador chumbo-ácido estacionário ventilado para sistema fotovoltaico – Ensaios;
• ABNT NBR 14360:1999 – Fio de alumínio nu de seção retangular – Especificação;
• ABNT NBR 14422:1999 – Fibras ópticas – Determinação dos parâmetros geométricos da fibra óptica – Método de ensaio.

As normas estão disponíveis para consulta no endereço www.abnt.org.br/consultanacional. Até o dia 1º de setembro, os interessados podem avaliar os documentos, utilizando as seguintes opções:
- Aprovar sem restrições: a norma é confirmada com o seu conteúdo atual e não necessita de nenhuma alteração técnica ou de forma.
- Aprovar com observações de forma: a norma está atualizada em seu conteúdo, porém necessita de alguma alteração de forma (por exemplo, a correção de frases, palavras, figuras etc.).
- Não aprovar pelas objeções técnicas: a norma está com o seu conteúdo técnico desatualizado, comprometendo a sua utilização. Neste caso deve-se indicar se necessita de revisão ou cancelamento, apresentando a respectiva justificativa.

ABNT

A ABNT é o Foro Nacional de Normalização, por reconhecimento da sociedade brasileira desde a sua fundação em 28 de setembro de 1940 e confirmado pelo governo federal por meio de diversos instrumentos legais. É responsável pela publicação das Normas Brasileiras (NBR), elaboradas por seus Comitês Brasileiros (ABNT/CB), Organismos de Normalização Setorial (ABNT/ONS) ou pelas Comissões de Estudo Especiais (ABNT/CEE) por ela credenciados. Os comitês são organizados numa base setorial, por área de conhecimento, ou para tratar de temas de normalização que interessem a diversos setores, como é o caso da Qualidade, da Gestão Ambiental e da Responsabilidade Social. Atualmente, a ABNT reúne 166 comitês técnicos e mantém um acervo com cerca de 10 mil normas.

Fonte: http://www.abnt.org.br



Quem pode ministrar os cursos da NR 10?

Postado por: admin | NR - 10 | sexta-feira 5 agosto 2011 10:24

A pergunta clássica é: “Quem pode ministrar treinamentos previstos na NR 10?”

Não é do Ministério do Trabalho a competência de estabelecer atribuições profissionais, mas sim dos conselhos federais, que exercem a fiscalização por meio dos conselhos regionais. O item 10.2.7 da NR 10 estabelece que “os documentos técnicos previstos no Prontuário de Instalações Elétricas devem ser eleborados por profissionais legalmente habilitados”. Ora, os comprovantes de treinamento são documentos que compõem o prontuário, logo, deverão ser emitidos por profissionais legalmente habilitados.

Essa habilitação legal é determinada, como já foi dito, pela legislação específica, a regulamentação profissional.

No caso da área técnica (eletricidade e segurança tratadas na NR 10), a regulamentação se faz de acordo com a Resolução 1010, de 22 de agosto de 2005, que entrou em vigor a partir de julho de 2007. A NR 10 foi publicada em 8 de dezembro de 2004, portanto, no período em que vigorava a resolução 218 do Confea, que traz no item 8 do artigo 1º, a atribuição de ensino para engenheiros (há engenheiros com atribuições estabelecidas por outros dispositivos legais anteriores à resolução 218).

Para os técnicos, as resoluções posteriores à resolução 278, de 27 de maio de 1983, são as regulamentações legais que estabelecem as atribuições de cada profissional, segundo os critérios dos conselhos federais.

Assim, o treinamento (40 ou 80 horas) da NR 10 está composto por conteúdo de três áreas distintas, que se complementam, respectivamente, a elétrica, a de segurança e a área médica.

Cada um dos assuntos deverá ser ministrado por profissional legalmente habilitado naquela especialidade.

Não está previsto na NR 10 que esse treinamento seja promovido por uma entidade de ensino, por empresa externa ou por órgão registrado ou autorizado pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Isto não existe.

Na verdade, o melhor encaminhamento é que a própria organização promova o treinamento dentro de sua realidade, das suas necessidades e da sua instalação, o que nem sempre é possível.

Não é correto afirmar que, por se tratar de uma norma de segurança, todos os documentos requeridos pela NR 10 devem ser originários de profissionais de segurança do trabalho. Se assim fosse, a avaliação de segurança na operação de caldeiras não precisaria ser feita por engenheiro mecânico, mas poderia ser feita por um arquiteto, um engenheiro civil ou eletricista, com especialização em segurança do trabalho. E todos nós sabemos que, no curso de especialização, não há aprofundamento suficiente para elaborar uma análise técnica de uma caldeira, assim como também não há para elaborar uma avaliação de instalação elétrica. O mesmo poderia ser dito no caso de um laudo de SPDA; uma classificação de áreas por conta de explosivos ou inflamáveis; e assim por diante.

Às vezes, um excesso de zêlo na defesa da categoria pode levar a conclusões divorciadas da realidade. Concordo que o treinamento de autorização conduzido por um profissional da área elétrica, com especialização em segurança do trabalho, é uma ideia muito interessante mas não é isso que a NR 10 determina.

Os assuntos de eletricidade podem ser dados por profissionais da área elétrica, mesmo que não sejam especializados em segurança (eles possuem habilitação legal para isso). Os temas relativos à área de segurança podem ser dados por profissionais da área de segurança do trabalho mesmo que não sejam oriundos da área elétrica (eles também têm habilitação para isso). Já para os assuntos da área médica, a regulamentação é a dos respectivos conselhos e, salvo melhor juízo, as competências para ministrar os assuntos de NR 10 são de médicos e de enfermeiros do trabalho.

Sem dúvida há profissionais com grande experiência e competência reconhecida em nosso meio, altamente especializados e que têm muito a nos ensinar, assim como há profissionais muito respeitados e extremamente competentes para a aplicação de primeiros socorros , prevenir e combater incêndios e outras tarefas não menos importantes e meritórias. Mas não há como conceder-lhes atribuições de ensino por outro meio que não a via legal, a que a NR 10 chamou de “legalmente habilitado”.

Por: João José Barrico de Souza

Fonte: http://www.osetoreletrico.com.br



Não permita que sua instalação “Ex” se transforme em uma instalação ex-“Ex”

Postado por: admin | Eletricidade, NR - 10 | sexta-feira 29 julho 2011 12:44

Facilmente uma instalação Ex pode perder suas características de adequação à atmosfera explosiva e comprometer o nível de segurança. Para uma instalação desse tipo, cada fase de execução deve atender a requisitos específicos, expressos em normas, para finalmente ser considerada com elevado nível de segurança.

Deve começar com uma classificação de áreas benfeita, com consistência, baseada em conceitos sólidos, bem como na experiência e vivência de quem elabora esse trabalho, de modo que o volume atribuído às áreas classificadas seja o menor possível, sem prejudicar o nível de segurança que é esperado existir na unidade.

Depois disso, a seleção dos equipamentos elétricos e eletrônicos que vão operar nesses ambientes deve ser cuidadosamente estudada, buscando-se preferencialmente as tecnologias mais evoluídas para tornar a instalação mais leve, de mais fácil montagem e consequente manutenção e operação.

Na sequência, a montagem deve ser feita exclusivamente por pessoal qualificado, que tenha conhecimento sobre as exigências que impactam esse tipo de trabalho. Lembre-se de que isso é uma das questões obrigatórias pela NR 10, item 10.8.8.4, em que é mencionado: “Os trabalhos em áreas classificadas devem ser precedidos de treinamento específico de acordo com o risco envolvido.”

A NR 10 exige que seja feito um laudo de adequação da instalação aos requisitos da norma. Esse laudo deve ser elaborado com base na ABNT NBR IEC 60079-17 – Inspeção de Instalação Elétrica em Áreas Classificadas. Segundo essa norma, a inspeção deve ser periódica e preferencialmente nunca passar mais do que três anos sem ser realizada, a menos que haja um parecer de um especialista.

Ainda sobre inspeção, estabelece essa norma que os equipamentos móveis (portáteis, manuais ou transportáveis) sejam submetidos a uma inspeção “apurada” pelo menos a cada doze meses e que sejam inspecionados no modo “visual” pelo seu operador antes do uso.

Pergunta-se: esse item da norma de inspeção é cumprido de forma rotineira pelas indústrias de processo?

Fonte: www.osetoreletrico.com.br



A obesidade atinge cerca de 80% das instalações Ex

Postado por: admin | Eletricidade, NR - 10 | sexta-feira 22 julho 2011 11:36

As instalações elétricas e eletrônicas em áreas classificadas, segundo dados estatísticos, estão com o peso acima do desejável.

Isso se deve ao fato de que a maioria dos equipamentos ainda continua sendo especificada com o tipo de proteção à prova de explosão, metálica, com junção corpo-tampa flangeado, efeito da herança técnica adquirida nos primórdios dos projetos da indústria de petróleo vinda da filosofia americana.

O tipo de proteção à prova de explosão foi a primeira solução desenvolvida para a utilização de equipamentos elétricos em ambientes de atmosfera explosiva há mais de 100 anos. Sua invenção se deve à Inglaterra ou à Alemanha. Não se sabe exatamente em qual país isso aconteceu. Mas o seu nascimento foi fruto de uma necessidade proveniente da atividade principal da época, que era mineração subterrânea, principalmente de carvão. Foi também quando se começou a utilizar a eletricidade para fins industriais. A tarefa era complicada, ou seja, projetar um equipamento (invólucro) capaz de suportar as condições adversas de um ambiente com presença de gás inflamável – gás de mina (grisu) –, de pó combustível (carvão) e, além disso, com robustez suficiente para suportar impacto, pois esse equipamento era instalado em um espaço limitado, com forte movimentação de carga (ferramentas de escavação, vagões de transporte de minério, etc.). Daí nasceu o famosíssimo equipamento à prova de explosão.

Sua concepção foi baseada no princípio de que esse invólucro teria de ser suficientemente robusto para suportar uma pressão de explosão interna sem se romper, e não deveria permitir que essa explosão se propagasse para o meio externo, apesar da junção corpo-tampa, entrada de cabos (eletrodutos ou prensa-cabos), acionamentos, lâmpadas de sinalização, etc. Para que essas condições fossem atendidas, esse invólucro deveria ser feito de material resistente a pressões de explosão e todas as suas eventuais folgas de eixos, manoplas de operação, etc., deveriam ser dimensionadas de modo que, em caso de uma explosão interna, elas garantissem que os gases oriundos dessa combustão não fossem capazes de propagá-la para o meio externo (área classificada). O resultado foi então um invólucro metálico, de paredes espessas, e muito pesado.

Durante décadas essa foi a solução mais praticada na indústria de processo, principalmente nos Estados Unidos, e se constituiu no principal tipo de invólucro reconhecido pela tecnologia americana. Como o Brasil não tinha normas sobre esse assunto, a nossa referência era a americana e por isso as nossas instalações em áreas classificadas foram fortemente marcadas com o estilo Tio Sam. (mais…)

Segurança do trabalho em eletricidade

Postado por: admin | Eletricidade, NR - 10 | quinta-feira 30 junho 2011 17:35

Quando se trata de eletricidade, existem alguns cuidados que devem ser observados. Neste texto, vou citar alguns, para podermos trabalhar por mais tempo, lembrando que nossa família nos espera em casa depois do trabalho.

Os cuidados que uma pessoa deve ter quando trabalha com eletricidade são regulamentados por uma norma conhecida como NR 10 (Norma Regulamentadora número 10). Cito um trecho e, depois, vamos estudá-la mais detalhadamente.

10.2.9 – Medidas de proteção individual

10.2.9.1 Nos trabalhos em instalações elétricas, quando as medidas de proteção coletiva forem tecnicamente inviáveis ou insuficientes para controlar os riscos, devem ser adotados equipamentos de proteção individual específicos e adequados às atividades desenvolvidas, em atendimento ao disposto na NR6.

10.2.9.2 As vestimentas de trabalho devem ser adequadas às atividades, devendo contemplar a condutibilidade, inflamabilidade e influências eletromagnéticas.

10.2.9.3 É vedado o uso de adornos pessoais nos trabalhos com instalações elétricas ou em suas proximidades.

(trecho do texto referente à Portaria GM nº 598, de 7 de dezembro de 2004).

Vejam que no item 10.2.9.1 a norma deixa bem claro que devemos tomar medidas de proteção coletiva, ou seja, proteções que evitem qualquer tipo de acidente com os trabalhadores ou transeuntes que desconheçam os trabalhos ou técnicas de cuidado contra choques elétricos. Além disso, são indispensáveis os Equipamentos de Proteção Individual conhecidos também como EPIs. (mais…)

Norma ABNT NBR ISO 9001:2008 – Saiba mais sobre o Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ)

Postado por: admin | NR - 10 | sexta-feira 20 maio 2011 12:40

A ISO 9001 deixou de ser uma norma presente apenas no ambiente das grandes empresas para fazer parte de maioria das organizações industriais e de serviços no Brasil. O setor comercial ainda não percebe de forma acentuada as exigências dessa norma devido as características de seu negócio.

Termos como ISO 9001, processos, qualidade, auditoria, requisitos, especificações e não conformidades estão virando rotina no ambiente de trabalho e geralmente os cursos sobre a norma não são muito baratos, a qualidade realmente é um tema caro, e geralmente complexo, pois exige conhecimentos sobre administração, engenharia, estatística e relações humanas.

Se você ainda não leu a norma ou não participou de algum curso e está sendo exigido quanto a esse tema, então aproveite esse post para fazer uma introdução a Norma ISO 9001. O objetivo é que você não “fique a ver navios” quando ela for discutida em alguma reunião ou aparecer durante um bate papo informal.

Uma norma de Gestão que nasce no nível estratégico e é disseminada por todos os níveis da organização

A ISO 9001 é uma norma que define requisitos no âmbito da gestão empresarial, ela não define quais devem ser as características do seu produto ou qual o nível de ruído ideal no ambiente de trabalho, por exemplo. São apresentadas exigências na administração com um objetivo principal: gerenciar os requisitos do cliente para que o entendimento e atendimento desses requisitos sejam eficazes.

De forma geral a a organização vai precisar levantar os requisitos do cliente, controlar documentos e registros, realizar medições, manter indicadores, propor melhorias no processo, e mais um conjunto de mudanças que vão impactar a forma como a organização é gerenciada.

Se uma empresa é administrada atendendo os requisitos da ISO 9001, é bem provável que um profissional que conheça a norma saiba de grande parte das rotinas de trabalho dessa organização, então, ao ser admitido por uma empresa certificada ISO 9001 já vai começar na frente daqueles que não a conhecem.

O grande objetivo da norma é fazer com que as organizações atendam os requisitos do cliente. A ideia é ótima, só existe mercado se existir necessidades, se existem necessidades existem requisitos e para a organização ter sucesso no mercado deve identificar, monitorar e atender os requisitos do cliente.

Até aqui já podemos entender um grande conflito debatido por profissionais da área: a ISO 9001 existe pra dar dinheiro ou burocracia? Ela realmente exige mais procedimentos, controle de documentos e registros, auditorias, manuais, reuniões, pesquisas de satisfação, porém, isso é necessário para que os requisitos do cliente sejam melhor monitorados e atendidos. Se a organização usar essa estratégia corretamente, com certeza vai conseguir mais contratos e reter clientes. (mais…)

NR 10 – Periculosidade no setor elétrico

Postado por: admin | NR - 10 | sexta-feira 29 abril 2011 11:04

O entendimento sobre a periculosidade no setor elétrico não deve ser buscado somente na NR-10 (que trata das normas no setor elétrico)  e nem somente na NR-16, que embora trate da periculosidade nos ambientes de trabalho, paradoxalmente não aborda o adicional no setor elétrico.

As condições para o pagamento de adicional de periculosidade no setor elétrico aparecem exclusivamente em um Decreto de 1985. Aliás, o projeto para o pagamento desse adicional é anterior à própria Lei que instituiu as Nrs (1978). Por ter evoluído de forma particular, essa legislação ficou desarticulada das Nrs e mais especificamente da NR-16.

O referido Decreto instrui a obediência a um Quadro de Atividades/Área e Risco, especificando as áreas e os respectivos riscos que caracterizariam a periculosidade no setor.

Inexplicavelmente, as diretrizes do referido Decreto não foram incorporadas à NR-16, passando a fazer parte de uma legislação complementar, um dos nós críticos para o correto entendimento das Nrs. Isto quer dizer que, da mesma forma que em relação a NR-10  e 16, muitos dispositivos de outras Nrs  estão na legislação complementar e não dentro da própria NR, o que dificulta o acesso e entendimento do usuário de Nrs sobre alguns assuntos.

Devido às discrepâncias de interpretação quanto ao adicional no setor elétrico, o assunto sofreu diversas demandas judiciais, e passou a  ser objeto de uma jurisprudência.

Para a comunidade SST, a questão aparece de forma ainda mais confusa, visto que envolvida em terminologia jurídica e de várias interpretações. Entretanto, ao se pesquisar a matéria a respeito, pode-se concluir que:

a) o adicional de periculosidade de 30% deve ser pago independentemente do ramo da empresa, desde que o empregado esteja enquadrado em uma das situações do referido Quadro

- uma Orientação Jurisprudencial de 2003, define que

“É assegurado o adicional de periculosidade apenas aos empregados que trabalham em sistema elétrico de potência em condições de risco, ou que o façam com equipamentos e instalações elétricas similares, que ofereçam risco equivalente, ainda que em unidade consumidora de energia”; (mais…)

Metodologia e técnicas de proteção

Postado por: admin | Eletricidade, NR - 10 | sexta-feira 11 março 2011 13:34

Avaliar o local de trabalho, as variáveis em cada caso, determinar a sequência de atividades, verificar as ferramentas, os equipamentos e recursos necessários , estabelecer delimitação de áreas, considerar as influências ambientais e informar com precisão aos envolvidos e atingidos são as bases da programação.

A escolha dos recursos e a técnica a ser empregada, considerados os possíveis desvios e alternativas, complementam o planejamento das atividades. Mesmo sendo boas as condições locais de trabalho e bem treinados sejam os trabalhadores, de uma forma ou de outra, quando menos se espera as coisas ocasionalmente podem sair erradas. São muitos os fatores e variáveis envolvidos.

Dessa maneira, em adição ao bom local de trabalho e práticas de controle de segurança, é salutar usar medidas de proteção especificas. É sabido que equipamentos de proteção individual (EPI) são empregados nos casos em que as medidas de caráter coletivo, aquelas que a NR 10 chamou de prioritárias, não são suficientes, não existem ou estão em implantação.

Não podemos esquecer que as medidas implantadas nas instalações, como a isolação, o emprego de barreiras, de anteparos e outros recursos, garantem a segurança dos usuários, mas na hora da manutenção e dos reparos, estas medidas de proteção são retiradas. É quando passamos a colocar a proteção no mantenedor, no eletricista, que precisa acessar as partes internas dos invólucros, frequentemente com partes energizadas, para conseguir efetuar testes, medições e verificações em geral.

Nessas situações, o equipamento de proteção, ainda que incômodo, é indispensável. Usá-lo adequadamente é fundamental para garantir a integridade do colaborador, mas para isso ele deve ser conscientizado, estar devidamente convencido da necessidade do uso e da importância do EPI. Isso também só é conseguido com treinamento.

Todo trabalho deve ser avaliado para se determinar qual equipamento de proteção e ferramental deverão ser utilizados para minimizar a possibilidade de dano. Métodos de proteção e equipamentos de segurança individual são providências que, quando adotadas, reduzem a exposição das pessoas ao risco.

Uso de equipamento elétrico

As pessoas em geral não estão somente rodeadas por equipamentos alimentados por eletricidade, mas elas também os operam e os utilizam. É o caso de equipamentos fixos – como chaves de manobra, painéis de controle e chaves fixadas em paredes e em máquinas –   e equipamentos portáteis – como ferramentas elétricas, cabos de extensão e equipamentos de teste e tomadas.
(mais…)

Próxima Página »