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Eletropaulo e CPFL são multadas em R$ 15,7 mi

Postado por: admin | Eletricidade | segunda-feira 18 março 2013 9:00

As concessionárias de distribuição de energia foram advertidas pela agência reguladora do estado de São Paulo por falhas na manutenção e no monitoramento dos níveis de tensão; elas podem recorrer

A Eletropaulo foi multada em 6,9 milhões de reais e a CPFL Energia em cerca de 8,8 milhões de reais pela Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp), conforme publicado do Diário Oficial do Estado de São Paulo.
No caso da Eletropaulo, foram aplicadas duas multas relacionadas ao fato de a distribuidora manter subestações, alimentadores, linhas, circuitos e transformadores com carga acima da capacidade admissível e também pela falta de manutenção em subestações, segundo nota da Arsesp.
Já as multas na CPFL Energia foram aplicadas nas controladas CPFL Paulista (8,751 milhões de reais), CPFL Mococa (16,2 mil reais) e CPFL Santa Cruz (80,8 mil reais) “por falhas nos indicadores de qualidade do fornecimento de energia e problemas no monitoramento nos níveis de tensão”, afirmou a agência reguladora.
As concessionárias ainda têm direito à contestação das multas junto à agência, segundo a Arsesp. O valor das multas é recolhido ao Tesouro Nacional.

A Eletropaulo foi multada em 6,9 milhões de reais e a CPFL Energia em cerca de 8,8 milhões de reais pela Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp), conforme publicado do Diário Oficial do Estado de São Paulo.

No caso da Eletropaulo, foram aplicadas duas multas relacionadas ao fato de a distribuidora manter subestações, alimentadores, linhas, circuitos e transformadores com carga acima da capacidade admissível e também pela falta de manutenção em subestações, segundo nota da Arsesp.

Já as multas na CPFL Energia foram aplicadas nas controladas CPFL Paulista (8,751 milhões de reais), CPFL Mococa (16,2 mil reais) e CPFL Santa Cruz (80,8 mil reais) “por falhas nos indicadores de qualidade do fornecimento de energia e problemas no monitoramento nos níveis de tensão”, afirmou a agência reguladora.

As concessionárias ainda têm direito à contestação das multas junto à agência, segundo a Arsesp. O valor das multas é recolhido ao Tesouro Nacional.

Fonte: Veja



Ajuda para distribuidoras de energia sairá na próxima semana, diz governo

Postado por: admin | Eletricidade | segunda-feira 11 março 2013 9:15

Autoridades sinalizaram que a ajuda será transitória e que as distribuidoras recuperarão o custo adicional pela compra de energia das térmicas na próxima revisão tarifária

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, disse que o governo está analisando a possibilidade de viabilizar financiamento para as distribuidoras de energia fazerem frente ao custo elevado da energia comprada das usinas termelétricas. Ele ressaltou, entretanto, que nenhuma decisão foi tomada. “Por enquanto, estamos discutindo a necessidade de fluxo de caixa e a não a assunção do custo. A ideia é um financiamento, se for necessário, porque, por conta da diferença de custos, pode causar alguma alavancagem transitória”, disse Barbosa , que está respondendo interinamente pela Fazenda, a jornalistas após participar de reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social.
Barbosa, entretanto, sinalizou que a eventual ajuda será transitória e que as distribuidoras recuperarão o custo adicional pela compra de energia das térmicas na próxima revisão tarifária. Pelas contas do setor, o uso das térmicas desde o fim do ano passado já gerou custo de pelo menos 4 bilhões de reais às distribuidoras.
Na terça-feira, o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, disse que o Tesouro poderia ajudar a compensar o custo com a energia das térmicas. Segundo ele, o órgão teria condições de participar por meio da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE).
Segundo o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, que também se pronunciou sobre o assunto nesta quarta, as empresas devem receber a ajuda com cifras entre 70% e 100% do valor excedente que estão desembolsando pelo uso das térmicas. “Vamos encontrar uma solução boa para as distribuidoras”, afirmou.

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, disse que o governo está analisando a possibilidade de viabilizar financiamento para as distribuidoras de energia fazerem frente ao custo elevado da energia comprada das usinas termelétricas. Ele ressaltou, entretanto, que nenhuma decisão foi tomada. “Por enquanto, estamos discutindo a necessidade de fluxo de caixa e a não a assunção do custo. A ideia é um financiamento, se for necessário, porque, por conta da diferença de custos, pode causar alguma alavancagem transitória”, disse Barbosa , que está respondendo interinamente pela Fazenda, a jornalistas após participar de reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social.

Barbosa, entretanto, sinalizou que a eventual ajuda será transitória e que as distribuidoras recuperarão o custo adicional pela compra de energia das térmicas na próxima revisão tarifária. Pelas contas do setor, o uso das térmicas desde o fim do ano passado já gerou custo de pelo menos 4 bilhões de reais às distribuidoras.

Na terça-feira, o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, disse que o Tesouro poderia ajudar a compensar o custo com a energia das térmicas. Segundo ele, o órgão teria condições de participar por meio da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE).

Segundo o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, que também se pronunciou sobre o assunto nesta quarta, as empresas devem receber a ajuda com cifras entre 70% e 100% do valor excedente que estão desembolsando pelo uso das térmicas. “Vamos encontrar uma solução boa para as distribuidoras”, afirmou.

Fonte: Veja



Aneel prevê leilão de energia em maio para atender distribuidoras

Postado por: admin | Eletricidade | segunda-feira 4 março 2013 11:43

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) prevê a realização de um leilão de energia elétrica em maio para contratar imediatamente energia para atender a demanda das distribuidoras do país, que estão atualmente subcontratadas.
Segundo o diretor-geral da agência, Nelson Hubner, como não houve leilão no ano passado, as empresas precisam de cerca de 2 mil megawatts médios.
Essa energia deve ser “velha” –produzida por usinas já construídas– porque não há tempo para aguardar a construção de um empreendimento novo.
“Queremos que seja feito o mais rápido possível. Podemos discutir diversos produtos [fontes energéticas], mas para entrega imediata”, disse o diretor.
RENOVAÇÃO DE CONCESSÕES
Hubner também disse que o governo espera concluir neste semestre as regras para prorrogar as concessões das distribuição de energia.
Ele disse que o MME (Ministério de Minas e Energia) vai publicar um decreto para permitir a renovação de 44 empresas do setor que possuem contratos a vencer entre 2015 e 2017.
Essa renovação já foi feita para empresas de geração e transmissão, que também teriam vencimento das concessões no mesmo prazo.
“A Aneel vai se manifestar após regulamentação do Ministério. Quando sair o decreto, estarão estampadas as condições para renovação das distribuidoras”, disse Hubner.

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) prevê a realização de um leilão de energia elétrica em maio para contratar imediatamente energia para atender a demanda das distribuidoras do país, que estão atualmente subcontratadas.

Segundo o diretor-geral da agência, Nelson Hubner, como não houve leilão no ano passado, as empresas precisam de cerca de 2 mil megawatts médios.

Essa energia deve ser “velha” –produzida por usinas já construídas– porque não há tempo para aguardar a construção de um empreendimento novo.

“Queremos que seja feito o mais rápido possível. Podemos discutir diversos produtos [fontes energéticas], mas para entrega imediata”, disse o diretor.

RENOVAÇÃO DE CONCESSÕES

Hubner também disse que o governo espera concluir neste semestre as regras para prorrogar as concessões das distribuição de energia.

Ele disse que o MME (Ministério de Minas e Energia) vai publicar um decreto para permitir a renovação de 44 empresas do setor que possuem contratos a vencer entre 2015 e 2017.

Essa renovação já foi feita para empresas de geração e transmissão, que também teriam vencimento das concessões no mesmo prazo.

“A Aneel vai se manifestar após regulamentação do Ministério. Quando sair o decreto, estarão estampadas as condições para renovação das distribuidoras”, disse Hubner.

Fonte: Power



Aneel avalia antecipar regime de bandeiras tarifárias

Postado por: admin | Eletricidade | segunda-feira 25 fevereiro 2013 10:55

Regime prevê que consumidores paguem mais quando a bandeira estiver vermelha ou amarela e está programado para entrar em vigor no ano que vem

Por Estadão Conteúdo
Para tentar compensar o desequilíbrio entre o custo da energia mais cara das térmicas para as distribuidoras e as tarifas pagas pelos consumidores, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) fará uma reunião nesta quinta-feira com representantes do setor de distribuição com o objetivo de estudar alternativas para recompor o equilíbrio financeiro dessas empresas. Segundo o diretor da Aneel, Romeu Rufino, uma delas pode ser a antecipação da entrada em vigor do regime de bandeiras tarifárias.
Esse regime, que está previsto para funcionar no ano que vem, estabelece que o consumidor pague mais sempre que a bandeira estiver vermelha ou amarela e ele ultrapassar certos limites de consumo. “É uma medida para que o consumidor consiga gerenciar seu gasto em momentos de custo de energia mais elevado”, completou o diretor. A ideia é antecipar a vigência desse instrumento para este ano.
Apesar de as distribuidoras terem despesas maiores devido à contratação de energia das térmicas durante o período de seca, esse valor só é repassado hoje para as faturas dos consumidores no ano seguinte, nos reajustes anuais de cada empresa. Por esse motivo, diversas distribuidoras vêm alegando dificuldades econômicas.
Romeu Rufino acredita que a antecipação das bandeiras tarifárias possa ser de grande ajuda para o setor. “Por si só não resolve, mas é algo que podemos fazer porque já existe o regulamento”, afirmou o diretor. Desde janeiro deste ano, os consumidores já recebem em suas contas de luz uma sinalização do custo atual de geração de energia, considerando o uso das térmicas, em bandeiras nas cores amarelo, vermelho e verde.

Por Estadão Conteúdo

Para tentar compensar o desequilíbrio entre o custo da energia mais cara das térmicas para as distribuidoras e as tarifas pagas pelos consumidores, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) fará uma reunião nesta quinta-feira com representantes do setor de distribuição com o objetivo de estudar alternativas para recompor o equilíbrio financeiro dessas empresas. Segundo o diretor da Aneel, Romeu Rufino, uma delas pode ser a antecipação da entrada em vigor do regime de bandeiras tarifárias.

Esse regime, que está previsto para funcionar no ano que vem, estabelece que o consumidor pague mais sempre que a bandeira estiver vermelha ou amarela e ele ultrapassar certos limites de consumo. “É uma medida para que o consumidor consiga gerenciar seu gasto em momentos de custo de energia mais elevado”, completou o diretor. A ideia é antecipar a vigência desse instrumento para este ano.

Apesar de as distribuidoras terem despesas maiores devido à contratação de energia das térmicas durante o período de seca, esse valor só é repassado hoje para as faturas dos consumidores no ano seguinte, nos reajustes anuais de cada empresa. Por esse motivo, diversas distribuidoras vêm alegando dificuldades econômicas.

Romeu Rufino acredita que a antecipação das bandeiras tarifárias possa ser de grande ajuda para o setor. “Por si só não resolve, mas é algo que podemos fazer porque já existe o regulamento”, afirmou o diretor. Desde janeiro deste ano, os consumidores já recebem em suas contas de luz uma sinalização do custo atual de geração de energia, considerando o uso das térmicas, em bandeiras nas cores amarelo, vermelho e verde.

Fonte: Veja

Itaipu quer desenvolver cadeia do carro elétrico

Postado por: admin | Eletricidade | segunda-feira 18 fevereiro 2013 11:01

Eles são silenciosos, econômicos, funcionam sem emitir CO2 ou qualquer outro gás. Além disso, não dependem de combustíveis fósseis. Acenando com a perspectiva de menor impacto sobre o meio ambiente, os carros elétricos já são realidade no mercado internacional e começam, aos poucos, a circular no país. Praticamente todas as montadoras já contam com modelos elétricos que, em comum, compartilham sofisticação e preços salgados. No Brasil, esses automóveis são importados das matrizes, introduzidos mais para apresentação da nova tecnologia, como o Chevrolet Volt, o Ford Fusion Hybrid, o Leaf, da Nissan, o Toyota Prius e o Lexus CT200h. Carga tributária e baixos volumes elevam os preços para patamares acima de R$ 100 mil e, por isso, tão cedo as empresas não pretendem produzi-los no país. A exceção é a Fiat, que desde 2007 fabrica aqui um modelo elétrico, em parceria com a Itaipu Binacional.
O primeiro protótipo foi um Palio Hatch, seguido do modelo Palio Weekend. Já foram fabricadas 50 unidades e outras 70 serão produzidas até 2015. A Fiat, que investiu US$ 10 milhões no projeto, produz a carroceria em Betim (MG) e importa todo o kit elétrico (motor, bateria, inversores, carregadores e câmbio). O veículo é montado no Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Montagem de Veículos Elétricos, na sede da Itaipu, em Foz do Iguaçu (PR). “Na nova leva, os suportes e chicotes elétricos vão ser produzidos no Brasil e a Weg Motores já está trabalhando em um projeto de nacionalização do motor, enquanto Itaipu está desenvolvendo um projeto, de longo prazo, para nacionalização da bateria”, diz Leonardo Cavaliere, supervisor de veículos especiais da Fiat.
O automóvel tem velocidade máxima de 130 km, autonomia entre 100 km e 120 km e a recarga completa de sua bateria é feita em 8 horas. Testado no Paraná, seu consumo de energia chegou a R$ 8 para cada 100 km rodados, contra cerca de R$ 28 de um automóvel semelhante a gasolina para a mesma distância.
A montadora foi uma das primeiras empresas a se associarem ao projeto de veículo elétrico da Itaipu Binacional, que contempla vários segmentos, além do automóvel – caminhão, miniônibus, ônibus, utilitário 4×4, veículo leve sobre trilhos (VLT) e avião -, com investimento total, por parte da estatal, de cerca de US$ 6 milhões. Iniciado em 2005, a partir de um acordo de cooperação tecnológica com a Kraftwerke Oberhasli AG (KWO), controladora de hidrelétricas suíças, o projeto baseou-se em tecnologia existente na época na Suíça. A KWO já utilizava veículos elétricos para o deslocamento de suas equipes de operação e manutenção em suas nove hidrelétricas, na região dos Alpes, cujo acesso por veículos, no inverno, inclui 120 km de túneis.
A intenção é colocar no mercado brasileiro, a médio prazo, um veículo confortável e eficiente a preço de carro popular. Até lá, porém, há uma longa distância, pois o Palio Weekend elétrico custa hoje R$ 200 mil e os compradores são, na maior parte, empresas integrantes da cadeia de parceiros do projeto. “A meta é desenvolver e colocar à disposição de empresas brasileiras uma solução para cada segmento que esteja ao alcance da população”, diz o engenheiro Marcio Massakiti Kubo, coordenador do projeto de P&D do veículo elétrico da Itaipu. Entre os parceiros do projeto estão as concessionárias de energia Copel (Companhia Paranaense de Energia), Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais), Chesf, CPFL, Light, grupo CEE (Companhia Estadual de Energia Elétrica, do Rio Grande do Sul) e Furnas, além das duas sócias de Itaipu, Eletrobras e a paraguaia Administración Nacional de Electricidad (Ande). São também parceiros Petrobras, Correios e as empresas Weg, Moura, Massarello, Bom Sinal, Iveco, Agrale, Euroar e o grupo italiano Fiamm.
A principal diferença em relação aos modelos internacionais é uma bateria de sódio, totalmente reciclável e que tende a ser mais barata do que as baterias à base de lítio, predominantes nos demais modelos elétricos. O propósito é desenvolver essa tecnologia no Brasil e torná-la disponível a uma empresa nacional para fabricação no país. As baterias usadas no Palio Weekend elétrico, da marca Zebra (Zero Emission Battery Research Activity), são importadas da Fiamm Sonick. “O objetivo é o domínio do processo de fabricação dessa bateria, que será produzida pelo Parque Tecnológico de Itaipu em escala laboratorial dentro de dois a três anos”, diz Massakiti Kubo.
A bateria, que representa cerca de 40% do custo do veículo, é hoje um dos principais gargalos do carro elétrico no mundo todo.
Para Cavaliere, da Fiat, ainda falta muito para que seu veículo elétrico seja fabricado em escala comercial no país. Antes disso, é preciso criar uma rede nacional de fornecedores e a infraestrutura para recarga dos veículos. Também faltam, segundo ele, incentivos à produção, como ocorre em outros países. “Ainda é cedo para se prever um mercado de veículos elétricos no Brasil. É preciso um ambiente pronto para recebê-los”, afirma.
Já Reinaldo Muratori, diretor de engenharia e planejamento da Mitsubishi, considera os carros elétricos um caminho irreversível no país e no mundo. Ele acredita que até 2020 seu custo alcance o de um modelo convencional e a produção atinja entre 10% e 30% do total mundial.
Junto com outras montadoras, a empresa tenta convencer governo e Legislativo brasileiros a mudar a tributação do carro elétrico, que paga uma das tarifas mais elevadas, acima de 75%. A Mitsubishi trouxe para o país, até o início de 2011, sete unidades do o iMiEV, que começou a ser fabricado em 2009 e já atingiu o volume de 30 mil unidades vendidas em outros países. Sem a margem do fabricante, o modelo custa aqui R$ 200 mil. Sem os impostos, poderia chegar por R$ 80 mil. A GM trouxe cinco unidades do Chevrolet Volt, também para demonstração e não tem planos de comercializá-lo no país.
O projeto da Itaipu prevê a criação de um ambiente propício aos veículos elétricos, desde a produção até o pós-venda, incluindo a formação da cadeia produtiva e uma rede de eletropostos para recarga das baterias. Desenvolvido em 2008, o eletroposto – um totem de recarga, com uma tomada – viabiliza a venda de energia nas cidades e estradas por meio de cartões pré-pagos ou outros tipos de pagamento e destina-se ao sistema de recarga lenta, de oito horas.
Os veículos podem também ser abastecidos por meio de tomada residencial. Podem, ainda, fazer recarga rápida, por meio de um banco de baterias, com sistema de gestão de energia para absorver suavemente a energia da rede elétrica. No momento da recarga (em um posto de combustível, por exemplo), a energia armazenada pode ser transferida rapidamente para a bateria do carro. Outra possibilidade é um sistema de troca rápida de bateria, testado em uma viagem de 700 quilômetros, de ida e volta entre Foz do Iguaçu e Assunção, no Paraguai, em 2009, para simular uma rede de postos ao longo das estradas. Foram feitas seis trocas. “Simulamos um modelo de negócio. A troca é feita em dois minutos, não dá nem tempo de ir ao banheiro”, diz Massakiti Kubo.
Em parceria com a Iveco, do grupo Fiat, Itaipu desenvolveu também o primeiro caminhão elétrico da América Latina, o Daily Elétrico cabine dupla, com autonomia de 100 km, velocidade máxima de 70 km por hora, capacidade para até 7 pessoas e carga de 2,5 toneladas, que utiliza 3 baterias Zebra. A tecnologia pode ser aplicada em qualquer versão do Iveco Daily, seja chassi-cabine, furgão ou chassi de ônibus. Foram feitos dois protótipos, que rodam para execução de serviços internos de Itaipu, em uma associação que começou em 2009.
“Estamos desenvolvendo essa tecnologia para que o Brasil possa virar referência em veículos elétricos no futuro. No exterior, estamos tendo resultados muito bons”, diz Fabio Nicora, engenheiro sênior de produto da área de inovação da Iveco, que já produz alguns modelos elétricos na Alemanha, Espanha, Itália e Holanda.
Com a Iveco e a paranaense Mascarello, criou o primeiro miniônibus elétrico do país, para 17 passageiros. Outras criações foram o utilitário 4×4 Marruá elétrico, em parceria com a gaúcha Agrale e a Stola do Brasil, e o primeiro ônibus híbrido (eletricidade e etanol), para 54 passageiros, que envolveu as empresas Mascarello, Weg, Mitsubishi, Euroar, Eletra, Tutto Transporti e Magneti Marelli.
Os projetos mais recentes são a eletrificação do veículo leve sobre trilhos (VLT) produzido pela brasileira Bom Sinal e do avião ACS 100 Sora, modelo esportivo de dois lugares da ACS Aviation, de São José dos Campos (SP). Será o primeiro avião elétrico da América Latina e deve decolar da pista de Itaipu, em Foz do Iguaçu, no segundo semestre deste ano, para os primeiros testes.

Eles são silenciosos, econômicos, funcionam sem emitir CO2 ou qualquer outro gás. Além disso, não dependem de combustíveis fósseis. Acenando com a perspectiva de menor impacto sobre o meio ambiente, os carros elétricos já são realidade no mercado internacional e começam, aos poucos, a circular no país. Praticamente todas as montadoras já contam com modelos elétricos que, em comum, compartilham sofisticação e preços salgados. No Brasil, esses automóveis são importados das matrizes, introduzidos mais para apresentação da nova tecnologia, como o Chevrolet Volt, o Ford Fusion Hybrid, o Leaf, da Nissan, o Toyota Prius e o Lexus CT200h. Carga tributária e baixos volumes elevam os preços para patamares acima de R$ 100 mil e, por isso, tão cedo as empresas não pretendem produzi-los no país. A exceção é a Fiat, que desde 2007 fabrica aqui um modelo elétrico, em parceria com a Itaipu Binacional.

O primeiro protótipo foi um Palio Hatch, seguido do modelo Palio Weekend. Já foram fabricadas 50 unidades e outras 70 serão produzidas até 2015. A Fiat, que investiu US$ 10 milhões no projeto, produz a carroceria em Betim (MG) e importa todo o kit elétrico (motor, bateria, inversores, carregadores e câmbio). O veículo é montado no Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Montagem de Veículos Elétricos, na sede da Itaipu, em Foz do Iguaçu (PR). “Na nova leva, os suportes e chicotes elétricos vão ser produzidos no Brasil e a Weg Motores já está trabalhando em um projeto de nacionalização do motor, enquanto Itaipu está desenvolvendo um projeto, de longo prazo, para nacionalização da bateria”, diz Leonardo Cavaliere, supervisor de veículos especiais da Fiat.

O automóvel tem velocidade máxima de 130 km, autonomia entre 100 km e 120 km e a recarga completa de sua bateria é feita em 8 horas. Testado no Paraná, seu consumo de energia chegou a R$ 8 para cada 100 km rodados, contra cerca de R$ 28 de um automóvel semelhante a gasolina para a mesma distância.

A montadora foi uma das primeiras empresas a se associarem ao projeto de veículo elétrico da Itaipu Binacional, que contempla vários segmentos, além do automóvel – caminhão, miniônibus, ônibus, utilitário 4×4, veículo leve sobre trilhos (VLT) e avião -, com investimento total, por parte da estatal, de cerca de US$ 6 milhões. Iniciado em 2005, a partir de um acordo de cooperação tecnológica com a Kraftwerke Oberhasli AG (KWO), controladora de hidrelétricas suíças, o projeto baseou-se em tecnologia existente na época na Suíça. A KWO já utilizava veículos elétricos para o deslocamento de suas equipes de operação e manutenção em suas nove hidrelétricas, na região dos Alpes, cujo acesso por veículos, no inverno, inclui 120 km de túneis.

A intenção é colocar no mercado brasileiro, a médio prazo, um veículo confortável e eficiente a preço de carro popular. Até lá, porém, há uma longa distância, pois o Palio Weekend elétrico custa hoje R$ 200 mil e os compradores são, na maior parte, empresas integrantes da cadeia de parceiros do projeto. “A meta é desenvolver e colocar à disposição de empresas brasileiras uma solução para cada segmento que esteja ao alcance da população”, diz o engenheiro Marcio Massakiti Kubo, coordenador do projeto de P&D do veículo elétrico da Itaipu. Entre os parceiros do projeto estão as concessionárias de energia Copel (Companhia Paranaense de Energia), Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais), Chesf, CPFL, Light, grupo CEE (Companhia Estadual de Energia Elétrica, do Rio Grande do Sul) e Furnas, além das duas sócias de Itaipu, Eletrobras e a paraguaia Administración Nacional de Electricidad (Ande). São também parceiros Petrobras, Correios e as empresas Weg, Moura, Massarello, Bom Sinal, Iveco, Agrale, Euroar e o grupo italiano Fiamm.

A principal diferença em relação aos modelos internacionais é uma bateria de sódio, totalmente reciclável e que tende a ser mais barata do que as baterias à base de lítio, predominantes nos demais modelos elétricos. O propósito é desenvolver essa tecnologia no Brasil e torná-la disponível a uma empresa nacional para fabricação no país. As baterias usadas no Palio Weekend elétrico, da marca Zebra (Zero Emission Battery Research Activity), são importadas da Fiamm Sonick. “O objetivo é o domínio do processo de fabricação dessa bateria, que será produzida pelo Parque Tecnológico de Itaipu em escala laboratorial dentro de dois a três anos”, diz Massakiti Kubo.

A bateria, que representa cerca de 40% do custo do veículo, é hoje um dos principais gargalos do carro elétrico no mundo todo. (mais…)

Aneel alerta sobre risco de desabastecimento na Copa – e volta atrás

Postado por: admin | Eletricidade | segunda-feira 11 fevereiro 2013 10:11

Segundo último relatório da agência, datado de dezembro, maior parte das distribuidoras não cumpriram cronograma de obras prioritárias para o evento esportivo

Vista noturna das obras do estádio do Corinthians, em Itaquera, região leste de São Paulo

Há riscos, ainda que pequenos, de o fantasma do desabastecimento de energia assombrar o país durante a Copa do Mundo de 2014. Em sua quarta e mais recente nota técnica sobre o andamento das obras do setor elétrico para a o Mundial, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) afirma que as concessionárias de distribuição estão atrasando a execução das obras de expansão da rede – e devem acelerar urgentemente os trabalhos para conseguir cumprir o cronograma do evento. O alerta foi divulgado pela agência em dezembro de 2012. (mais…)

Redução na conta de luz vai custar R$ 8,4 bi ao Tesouro

Postado por: admin | Eletricidade | segunda-feira 4 fevereiro 2013 10:05

Inicialmente, subsídio seria de R$ 3,3 bi. O governo, porém, não informa como o Tesouro vai custear o aumento, resultado da elevação do desconto para 18%

O Tesouro Nacional irá desembolsar – com o dinheiro dos contribuintes brasileiros – 8,46 bilhões de reais para custear a redução das tarifas de energia elétrica no Brasil. O valor foi informado nesta quinta-feira pelo diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Julião Coelho, durante leitura de relatório sobre a quota anual da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) para 2013.

Originalmente, o plano do Tesouro era aportar 3,3 bilhões de reais por ano para compensar a redução de encargos do setor elétrico, mas com a não adesão de importantes companhias ao programa de renovação das concessões, o governo precisou abrir mais os cofres para bancar o desconto que a presidente Dilma Rousseff decidiu, conforme anúncio nesta quarta-feira, tornar maior do que o originalmente previsto.

Na noite de quarta-feira, Dilma, em pronunciamento na TV, anunciou uma queda maior no valor da conta de luz: de até 18% para consumidores residenciais e de até 32% para a indústria, comércio e agricultura. A presidente, porém, não falou como o Tesouro vai custear esse aumento. O desconto anteriormente anunciado era de 16,2% na conta doméstica e de até 28% para a indústria. Nesta quinta-feira, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou a revisão tarifária extraordinária de todas as distribuidoras de energia elétrica. (mais…)

Carga de energia elétrica subiu 6,3% em dezembro, diz ONS

Postado por: admin | Eletricidade | segunda-feira 28 janeiro 2013 9:15

No acumulado de 2012, a alta no consumo foi de 4,2% em relação ao ano anterior. Temperaturas altas motivaram o aumento


A carga de energia no sistema elétrico nacional subiu 6,3% em dezembro de 2012, na comparação anual, para 62.801 megawatts (MW) médios. A carga de energia é a soma do consumo do período e das perdas do sistema elétrico. O aumento foi motivado por temperaturas acima das esperadas para essa época do ano, informou o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) no Boletim de Carga Mensal, disponível em seu website.

No acumulado de 2012, a alta no consumo foi de 4,2% em relação ao ano anterior. O ONS explicou que um dos fatores que estimulou a alta foi o avanço das temperaturas, que ficaram mais altas que o padrão. “Houve desconforto térmico extremamente elevado nos subsistemas Sudeste/Centro-Oeste e Sul”, informou a nota.

O ONS ressaltou ainda a importância da “incorporação de novos aparelhos de refrigeração e ventilação para uso residencial e comercial, como resultado da melhoria de renda e da política de desoneração fiscal, tem feito com que a carga fique ainda mais sensível às oscilações de temperatura e sensação térmica”, segundo o ONS.

A carga no Sudeste/Centro-Oeste subiu 7% ante dezembro de 2011. No Sul, o aumento foi de 6,4% e no Nordeste a alta foi de 7,9% em dezembro. Já o Norte registrou queda de 3,4% no consumo no período, diante principalmente da redução da carga de energia de dois grandes consumidores industriais, dos setores de alumínio e níquel. Além disso, no início de dezembro a ocorrência de chuvas no interior do Pará levou à redução da carga de refrigeração na região.

Reservatórios – Segundo o ONS, os reservatórios das usinas das regiões Sudeste e Centro-Oeste continuam o movimento de recuperação verificado na semana passada e acumulam variação positiva de 4,5 pontos porcentuais em janeiro. De acordo com informações do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), os reservatórios nestas duas regiões estavam no domingo com 33,3% da capacidade total – 0,5 ponto porcentual acima dos 32,8% do dia anterior e 4,5 pontos porcentuais superior aos 28,8% de 31 de dezembro de 2012.

A melhora do volume de água armazenado por essas hidrelétricas é uma boa notícia para o setor elétrico brasileiro, já que as usinas do Sudeste e Centro-Oeste concentram aproximadamente 70% da capacidade de armazenamento do país.

Apesar dos sinais claros de melhora, a situação ainda requer cuidados por parte do governo federal. Isso porque o nível dos reservatórios no subsistema Sudeste/Centro-Oeste ainda está apenas 9,8% acima da curva de aversão ao risco (CAR), que é o patamar mínimo de armazenamento para o atendimento da demanda do mercado com segurança. Além disso, em função do nível de chuvas verificado nas últimas semanas, o ONS reviu para baixo a sua expectativa para os reservatórios das duas regiões ao final deste mês. Hoje, a previsão é de que o volume de água armazenado fique em 36,9% da capacidade na última semana de janeiro, ante a estimativa anterior de 39,1%.

No Nordeste, os reservatórios ainda encontram-se muito abaixo do esperado para esta época do ano. De acordo com o ONS, o nível de armazenamento está, hoje, em 29,8% do total  - 0,1 ponto porcentual acima dos 29,9% do dia anterior e 2,4 pontos porcentuais abaixo dos 32,2% apurados em 31 de dezembro. No Sul, os reservatórios estavam ontem em 48,9% da capacidade total, 0,5 ponto porcentual acima do patamar de 19 de janeiro e 12,4 pontos porcentuais superior aos 36,5% apurados em 31 de dezembro do ano passado.

Diante desse cenário, o ONS continuará despachando as termelétricas para garantir o abastecimento de energia ao sistema e ajudar a recuperação do nível dos reservatórios. Até o dia 25 de janeiro, a previsão do operador é de uma geração térmica em torno de 13,8 mil MW médios, dos quais 3,6 mil MW médios fora da ordem de mérito (do menor custo de geração para o maior). Esse volume é ligeiramente inferior ao montante programado para a semana passada, que foi de 14,1 mil MW médios, sendo 3,7 mil MW fora da ordem de mérito – vale lembrar que a térmica a gás natural AES Uruguaiana (RS) ainda não retomou a sua operação comercial.

A carga no Sudeste/Centro-Oeste subiu 7% ante dezembro de 2011. No Sul, o aumento foi de 6,4% e no Nordeste a alta foi de 7,9% em dezembro. Já o Norte registrou queda de 3,4% no consumo no período, diante principalmente da redução da carga de energia de dois grandes consumidores industriais, dos setores de alumínio e níquel. Além disso, no início de dezembro a ocorrência de chuvas no interior do Pará levou à redução da carga de refrigeração na região.
Reservatórios – Segundo o ONS, os reservatórios das usinas das regiões Sudeste e Centro-Oeste continuam o movimento de recuperação verificado na semana passada e acumulam variação positiva de 4,5 pontos porcentuais em janeiro. De acordo com informações do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), os reservatórios nestas duas regiões estavam no domingo com 33,3% da capacidade total – 0,5 ponto porcentual acima dos 32,8% do dia anterior e 4,5 pontos porcentuais superior aos 28,8% de 31 de dezembro de 2012.
A melhora do volume de água armazenado por essas hidrelétricas é uma boa notícia para o setor elétrico brasileiro, já que as usinas do Sudeste e Centro-Oeste concentram aproximadamente 70% da capacidade de armazenamento do país.
Apesar dos sinais claros de melhora, a situação ainda requer cuidados por parte do governo federal. Isso porque o nível dos reservatórios no subsistema Sudeste/Centro-Oeste ainda está apenas 9,8% acima da curva de aversão ao risco (CAR), que é o patamar mínimo de armazenamento para o atendimento da demanda do mercado com segurança. Além disso, em função do nível de chuvas verificado nas últimas semanas, o ONS reviu para baixo a sua expectativa para os reservatórios das duas regiões ao final deste mês. Hoje, a previsão é de que o volume de água armazenado fique em 36,9% da capacidade na última semana de janeiro, ante a estimativa anterior de 39,1%.
No Nordeste, os reservatórios ainda encontram-se muito abaixo do esperado para esta época do ano. De acordo com o ONS, o nível de armazenamento está, hoje, em 29,8% do total  - 0,1 ponto porcentual acima dos 29,9% do dia anterior e 2,4 pontos porcentuais abaixo dos 32,2% apurados em 31 de dezembro. No Sul, os reservatórios estavam ontem em 48,9% da capacidade total, 0,5 ponto porcentual acima do patamar de 19 de janeiro e 12,4 pontos porcentuais superior aos 36,5% apurados em 31 de dezembro do ano passado.
Diante desse cenário, o ONS continuará despachando as termelétricas para garantir o abastecimento de energia ao sistema e ajudar a recuperação do nível dos reservatórios. Até o dia 25 de janeiro, a previsão do operador é de uma geração térmica em torno de 13,8 mil MW médios, dos quais 3,6 mil MW médios fora da ordem de mérito (do menor custo de geração para o maior). Esse volume é ligeiramente inferior ao montante programado para a semana passada, que foi de 14,1 mil MW médios, sendo 3,7 mil MW fora da ordem de mérito – vale lembrar que a térmica a gás natural AES Uruguaiana (RS) ainda não retomou a sua operação comercial.

Fonte: Veja



Aneel votará revisão de tarifas que permite redução na conta de luz

Postado por: admin | Eletricidade | segunda-feira 21 janeiro 2013 16:06

Votação deverá ocorrer ainda em janeiro, segundo o diretor da agência Nelson Hubner – e redução entrará em vigor, segundo o cronograma, em 5 de fevereiro

A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) votará até o fim deste mês a revisão extraordinária das tarifas das distribuidoras que levará a uma redução média de 20% das contas de energia, disse nesta segunda-feira o diretor-geral da agência, Nelson Hubner.

Assim, segundo ele, a redução das tarifas entrará em vigor em 5 de fevereiro, como está previsto no cronograma oficial da Aneel. O corte ocorrerá por meio da exclusão de encargos setoriais, aportes do Tesouro Nacional e diminuição da remuneração de ativos de geração e transmissão que terão suas concessões renovadas antecipadamente.

Segundo Hubner, a divisão das cotas de energia das usinas renovadas já foi calculada pela Aneel, mas será aprovada junto com a revisão extraordinária das tarifas. No cronograma inicial, a homologação dessas cotas ocorreria até o próximo dia 20. “Mas faremos tudo junto”, disse Hubner, referindo-se à revisão das tarifas.

Para alcançar os 20% de redução tarifária, o Tesouro ainda terá de fazer aportes adicionais, além dos 3,3 bilhões de reais anuais previstos inicialmente. Isso ocorrerá para compensar a não adesão das usinas de empresas como Cemig, Cesp e Copel ao processo de renovação.

Dilma sanciona lei – A presidente Dilma Rousseff sancionou nesta segunda-feira, com seis vetos, o projeto de lei de conversão à Medida Provisória 579, que dispõe sobre as concessões de energia elétrica e reduz os encargos setoriais para permitir energia mais barata ao consumidor. De acordo com o texto, publicado no Diário Oficial da União, as concessões de energia elétrica poderão ser prorrogadas uma única vez, a critério do poder concedente, pelo prazo de até 30 anos.

Fonte: Veja



Usinas pagam recorde de R$ 2,2 bi em royalties

Postado por: admin | Eletricidade | segunda-feira 7 janeiro 2013 9:30

O montante arrecadado com compensação financeira cobrada das usinas hidrelétricas pelo uso da água na geração de energia aumentou 10% em 2012 em relação ao ano anterior e atingiu o patamar recorde de R$ 2,205 bilhões. Segundo relatório da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), foram arrecadados R$ 2,005 bilhões em royalties em 2011. Os recursos são divididos entre Estados, município e União.

Com exceção da usina Itaipu (PR), o pagamento pelo uso da água é feito pela Compensação Financeira pela Utilização de Recursos Hídricos (CFURH). Os valores apurados pela Aneel variam de acordo com o montante de energia gerada ao longo do mês e a tarifa de referência.

Embora a arrecadação tenha sido ampliada em R$ 200 milhões e o número de empresas pagadoras tenha crescido de 93 para 95, o volume energia produzida caiu de 357.619.056 MWh para 354.686.826 MWh, entre 2011 e 2012. Os cálculos consideram o comportamento de 177 hidrelétricas e 187 reservatórios que alimentam os cofres de 696 municípios de 21 Estados e o Distrito Federal. (mais…)

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